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Resultados de busca

249 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Metallica doa US$ 100 mil para vítimas na Venezuela

    Metallica / Reprodução O Metallica voltou a usar sua fundação para ajudar vítimas de uma tragédia humanitária. Desta vez, a banda anunciou a doação de US$ 100 mil para apoiar os trabalhos de emergência na Venezuela, atingida por dois fortes terremotos no último dia 24 de junho. O valor será repassado pela All Within My Hands, braço filantrópico do grupo, à organização Direct Relief, parceira de longa data responsável por coordenar o envio de ajuda médica e recursos para as áreas afetadas. Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, aconteceram com menos de um minuto de diferença e desencadearam uma sequência de mais de 600 réplicas. As operações de resgate seguem em andamento em meio às dificuldades de acesso às regiões atingidas. Os números impressionam. Mais de 2 mil pessoas morreram, cerca de 68 mil foram dadas como desaparecidas nos dias seguintes ao desastre e estimativas das Nações Unidas apontam que até 6,8 milhões de venezuelanos sofreram algum tipo de impacto, seja pela perda da moradia, pela falta de água, energia elétrica ou acesso a serviços básicos. Em coordenação com equipes locais, a Direct Relief financia operações de busca e resgate, além de preparar o envio de medicamentos, kits de primeiros socorros, produtos de higiene e tratamentos para pacientes que ficaram sem atendimento médico por causa da tragédia. Parte dos recursos também apoia a atuação da equipe espanhola Bomberos Unidos Sin Fronteras, especializada em resgates em áreas de desastre. Criada em 2017 pelos integrantes e pela equipe do Metallica, a All Within My Hands atua em projetos ligados à educação profissional, combate à fome e auxílio em situações de emergência. Um detalhe pouco conhecido: a própria banda cobre os custos administrativos da fundação, permitindo que 100% das doações sejam destinadas diretamente às organizações beneficiadas. Desde sua criação, a entidade já destinou mais de US$ 34 milhões para iniciativas sociais e ações de resposta a desastres ao redor do mundo. Desta vez, o foco está na Venezuela, onde a reconstrução deve levar anos.

  • Black Pantera anuncia álbum Continental para agosto

    Foto: Wilmore Oliveira / Divulgação Faltando poucas semanas para subir ao palco do Rock in Rio 2026, o Black Pantera já tem novidade engatilhada. O trio mineiro confirmou que seu quinto álbum de estúdio, Continental, será lançado em 21 de agosto. Antes disso, os fãs terão um primeiro aperitivo. A faixa "Start the Game" abre a divulgação do novo trabalho e chega às plataformas no dia 13 de julho. Formado pelos irmãos Chaene da Gama (baixo e vocal) e Charles Gama (voz e guitarra), ao lado de Rodrigo Pancho (bateria e percussão), o Black Pantera mergulha em temas ligados ao Brasil no novo disco. As letras partem das experiências vividas pelos músicos e abordam questões ancestrais que atravessam a história e a identidade do país. O sucessor de Perpétuo, lançado em 2024, foi gravado em janeiro deste ano no Estúdio Tambor, no Rio de Janeiro. Todo o repertório é inédito e autoral. A escolha da data de lançamento também parece calculada. Continental chega exatamente duas semanas antes da apresentação da banda no Rock in Rio, marcada para 5 de setembro. A expectativa, claro, é que parte do novo repertório já faça sua estreia ao vivo diante do público do festival. Em pouco mais de uma década, o Black Pantera deixou de ser uma promessa do underground para ocupar espaço entre os principais nomes do metal brasileiro contemporâneo. Agora, entra em um novo ciclo com um disco que promete ampliar ainda mais esse caminho.

  • Gorillaz chega ao Primavera Sound com show maior e mais psicodélico

    Divulgação Quem viu o Gorillaz no Brasil em 2022 vai encontrar uma banda diferente quando ela desembarcar no Primavera Sound São Paulo, em dezembro. Não exatamente outra banda, mas uma versão mais ambiciosa, mais teatral e até um pouco mais contemplativa. A apresentação que o grupo fez no Primavera Sound Barcelona, em junho, deixou essa impressão. E não foi pouca coisa. Para muita gente que passou pelo festival espanhol, foi um dos grandes shows da edição. A dúvida clássica continua aparecendo entre quem nunca assistiu ao Gorillaz ao vivo: afinal, como funciona uma banda formada por personagens animados? A resposta é simples. Os desenhos seguem sendo parte fundamental da experiência, mas aparecem principalmente nos telões gigantes, integrados às músicas de um jeito que faz parecer que 2D, Murdoc, Noodle e Russel estão realmente comandando tudo. No palco, porém, quem segura a bronca é uma banda enorme liderada por Damon Albarn, figura que dispensa apresentações. O vocalista surgiu em Barcelona usando traje militar, implicou com a quantidade de celulares erguidos, brincou com as câmeras e passou boa parte do show cantando através de um walkie-talkie. A nova fase da turnê gira em torno de "The Mountain", álbum lançado em março e fortemente influenciado pela música indiana. O reflexo disso aparece ao vivo. O grupo incorporou cítaras, flautas, um coral e uma atmosfera quase meditativa em alguns momentos. O resultado poderia soar estranho em um catálogo cheio de hits, mas funciona melhor do que parece. Clássicos como "Feel Good Inc." ganharam novos arranjos, com introduções mais etéreas e orientais. As músicas recentes também cresceram no palco. Mesmo quem não se conectou tanto com o disco novo encontra ali uma força que talvez passe despercebida nos fones de ouvido. Outro detalhe que chamou atenção em Barcelona foi a quantidade de convidados. Passaram pelo palco nomes como Little Simz, Moonchild Sanelly e Yasiin Bey, o artista anteriormente conhecido como Mos Def. Fica a expectativa sobre quem pode aparecer na edição brasileira. Com Gorillaz, esse tipo de surpresa nunca parece descartado. Há ainda um simbolismo curioso: em 2026, o grupo se tornou o único artista presente em todas as franquias do Primavera Sound. Já passou por Barcelona e Porto, e ainda segue para São Paulo e Buenos Aires. Nada mal para uma banda que nasceu como desenho animado e continua encontrando novas formas de reinventar o próprio show.

  • Mattilha transforma vícios em terror no clipe "Substância"

    Divulgação O Mattilha encontrou no filme A Substância um ponto de partida para falar de um tema bem mais amplo. Lançado na última quinta-feira (4), o clipe de "Substância" mergulha em diferentes formas de dependência — químicas, emocionais e comportamentais — e transforma essa discussão em uma narrativa visual carregada de simbolismo. Apesar da inspiração no longa estrelado por Demi Moore, a banda faz questão de deixar claro que a música não é uma adaptação da história. O filme serviu apenas como gatilho para uma ideia que já vinha sendo amadurecida. "Todo mundo tem a sua substância", resumem os integrantes ao explicar o conceito da faixa. No videoclipe, o vocalista Gabriel Martins percorre uma jornada dentro de um elevador que funciona como metáfora para a escalada dos vícios. Cada andar representa um novo estágio da busca por prazer imediato, até que a sensação de controle dá lugar ao desgaste físico e emocional. Para Gabriel, a música reúne experiências vividas pela própria banda e situações presenciadas ao longo da estrada. O resultado é uma crítica à devoção cega, à obsessão por uma imagem perfeita e à tentativa constante de anestesiar a realidade. "É uma jornada brutal da vida", define o cantor. Ainda assim, ele enxerga uma saída. Mesmo em meio ao caos, acredita que sempre existe a possibilidade de despertar, recomeçar e reconstruir a própria história. Com referências ao horror psicológico de A Substância, o novo trabalho reforça uma característica que o Mattilha vem explorando nos últimos anos: usar o rock para discutir temas incômodos sem abrir mão de uma narrativa cinematográfica. Nesse caso, o terror está menos nos monstros e mais naquilo que cada um escolhe consumir para fugir da própria realidade.

  • Maurício Pereira abre novo álbum com Rômulo Fróes

    Crédito: Bruno dos Anjos Depois de sete anos sem lançar um álbum de inéditas, Maurício Pereira começa a revelar o que vem por aí. O cantor e compositor apresentou "Casamata de Amoreiras", primeiro single do disco previsto para o fim de julho e que marca sua primeira parceria com Rômulo Fróes. A canção parte de uma imagem simples, mas carregada de significado: um homem isolado, voltado para dentro de si. Foi justamente essa ideia que guiou a composição. "Quis botar um homem sozinho e trancar ele por dentro. E ver como a poesia reagia a isso", resumiu Maurício em material divulgado à imprensa. A colaboração com Rômulo vinha sendo ensaiada há algum tempo. "Ele sempre me disse que queria fazer uma parceria. Achei que ele ia saber bem o que fazer com essa aqui", contou o músico. Coube a Fróes criar a melodia e a condução rítmica que acabaram definindo o caminho da faixa. Esse processo também ajuda a explicar o espírito do novo álbum. Em vez de partir de referências sonoras fechadas, Maurício leva as letras para a banda e deixa que os arranjos cresçam a partir das atmosferas sugeridas pelas próprias canções. É um disco construído mais na escuta do que na cartilha. O trabalho encerra um intervalo iniciado após Outono no Sudeste (2018). Nesse período, Maurício seguiu nos palcos e participou de diferentes projetos, mas o novo repertório nasce de encontros inéditos e de uma dinâmica mais coletiva. Produzido por Biel Basile, baterista d'O Terno, o álbum reúne ainda participações de Tim Bernardes, Chico Bernardes, Rômulo Fróes e da Charanga do França, reforçando o caráter colaborativo desta nova fase do artista.

  • Livro reúne 50 histórias essenciais do rock brasileiro

    Uma pandeirada no camarim. Uma prisão em plena ditadura. Um show que quase terminou em tragédia. O rock brasileiro sempre gostou de criar suas próprias lendas, e boa parte delas aparece reunida em Esse tal de rock'n'roll – 50 histórias essenciais do rock brasileiro, novo livro do jornalista Fabricio Mazocco, lançado neste mês pela Editora Máquina de Livros. Criador do canal Enigmas do Rock, Mazocco organizou uma espécie de guia de sobrevivência para quem quer entender como o rock nacional chegou até aqui. Em vez de apostar em longas biografias ou análises técnicas, o autor escolheu contar a história do gênero por meio de episódios marcantes, curiosos e, em alguns casos, bastante caóticos. Entre os capítulos está a famosa "pandeirada" de Paula Toller em Leoni após um show do Kid Abelha, episódio que ajuda a explicar um rompimento que atravessou décadas e chegou até disputas judiciais envolvendo direitos autorais. Mas o livro vai muito além dos bastidores do pop rock dos anos 1980. A linha do tempo começa em 1955, quando Nora Ney gravou uma versão de "Rock Around The Clock", e passa pela Jovem Guarda, pela Marcha Contra a Guitarra Elétrica, pelos Mutantes, Secos & Molhados e pela explosão comercial do rock nacional nos anos 1980. Rita Lee ganha destaque com a prisão ocorrida em 1976, quando estava grávida. Já a Legião Urbana aparece em um dos capítulos dedicados ao tumultuado show de Brasília que entrou para a história da banda. Também surgem personagens fundamentais como Blitz, RPM, Titãs, Cazuza, Charlie Brown Jr., O Rappa e Mamonas Assassinas. Os capítulos são curtos, diretos e funcionam quase como pequenas cápsulas de informação. Em tempos de vídeos rápidos, reels e atenção disputada segundo a segundo, a escolha parece calculada. Quem procura uma investigação profunda sobre cada artista talvez sinta falta de mais camadas. Por outro lado, quem deseja entender os principais momentos do rock brasileiro sem precisar mergulhar em dezenas de biografias encontra aqui uma porta de entrada bastante acessível. No fim das contas, Esse tal de rock'n'roll funciona como aqueles papos de corredor entre colecionadores de discos, jornalistas e fãs antigos da cena: uma história puxa a outra. E, quando o leitor percebe, já atravessou sete décadas de rock brasileiro.

  • Rock in Rio 2026 abre venda geral; veja atrações por dia

    Foto:Thaís Espírito Santo A venda geral de ingressos para o Rock in Rio 2026 começa nesta segunda-feira (8), às 19h, pela Ticketmaster. A expectativa é de grande procura após a pré-venda para membros do Rock in Rio Club e clientes Itaú esgotar todos os dias do festival em menos de duas horas. A edição de 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. Os ingressos custam R$ 870 (inteira), R$ 435 (meia-entrada) e R$ 739,50 para clientes Itaú, sem cobrança de taxa de serviço. Entre os destaques da programação estão Foo Fighters, Elton John, Avenged Sevenfold, Stray Kids, Maroon 5, Calvin Harris e Twenty One Pilots. Confira os principais nomes anunciados por dia: 4 de setembro · Foo Fighters · Rise Against · The Hives · Capital Inicial convida Dado Villa-Lobos · Detonautas convida Biquini 5 de setembro · Avenged Sevenfold · Bring Me The Horizon · MGK · Sepultura · Bad Omens · Poppy · Black Pantera convida Nervosa 6 de setembro · Calvin Harris · Black Eyed Peas · Nelly · Barão Vermelho (formação original) · Ne-Yo · Jota Quest toca Tim Maia · BaianaSystem 7 de setembro · Elton John · Gilberto Gil · Jon Batiste · Luísa Sonza convida Roberto Menescal · Laufey · Péricles canta Motown 11 de setembro · Stray Kids · Alok · Hwasa · Nexz · Jamiroquai · PJ Morton 12 de setembro · Maroon 5 · Demi Lovato · J Balvin · Pedro Sampaio · Mumford & Sons · João Gomes com Orquestra Brasileira · Gilsons convida Daniela Mercury e Olodum 13 de setembro · Twenty One Pilots · Halsey · Lola Young · Ivete Sangalo · Zara Larsson · Marina Sena convida Céu · Joelma convida Viviane Batidão A programação completa ainda inclui dezenas de atrações distribuídas pelos palcos Sunset, Supernova, Espaço Favela, Global Village e New Dance Order. Se a velocidade da pré-venda servir de termômetro, quem pretende garantir presença no festival talvez não queira deixar a compra para depois.

  • Bruce Dickinson chega de tanque ao Sweden Rock e chama veículo de "Uber definitivo"

    Reprodução Poucas pessoas conseguem transformar a ida para o trabalho em uma história digna de filme de ação. Bruce Dickinson conseguiu. Antes da apresentação do Iron Maiden no Sweden Rock Festival, na Suécia, o vocalista surgiu a bordo de um tanque militar e resumiu a experiência de um jeito bem Bruce: "O exército sueco nos emprestou o Uber definitivo". O momento foi registrado em um vídeo divulgado pela própria banda. Nele, Dickinson aparece segurando a tradicional bandeira britânica usada durante "The Trooper" e também uma bandeira sueca. Sobre como foi parar dentro de um tanque, preferiu não entrar em muitos detalhes. Deixou apenas a imagem mental de uma conversa em um pub terminando com alguém perguntando se seria possível dar uma volta em um veículo blindado. A resposta, aparentemente, foi sim. E convenhamos: se existe alguém no rock capaz de trocar uma van por um tanque sem parecer exagerado, esse alguém é Bruce Dickinson. A história combina perfeitamente com o currículo do cantor. Muito antes de influenciadores descobrirem que viajar rende conteúdo, Dickinson já colecionava aventuras fora dos palcos. Piloto comercial há mais de duas décadas, ele chegou a transportar militares britânicos em voos de retorno do Afeganistão e relembra até hoje a emoção de desembarcar soldados diante de suas famílias. Em 2019, recebeu o título honorário de Capitão de Grupo da Força Aérea Real britânica. Agora, à lista de ocupações que inclui vocalista, piloto, escritor e esgrimista, pode acrescentar mais uma linha: usuário satisfeito do transporte público militar sueco.

  • Metallica, Ozzy e Papa Roach entram no octógono de UFC 6

    Foto de Mat Hayward/Getty Images Se alguém ainda tinha dúvidas de que o nu metal vive uma segunda juventude, a trilha sonora de UFC 6 chega como um mata-leão nessa discussão. Metallica, Ozzy Osbourne, Disturbed, Papa Roach e POD estão entre os nomes escalados para embalar os socos virtuais do novo game da EA Sports, que estreia em 19 de junho para PlayStation 5 e Xbox Series X|S. A seleção parece ter sido montada por alguém que cresceu assistindo clipes na MTV e decorando trilhas de jogos de luta. Tem "Crazy Train", de Ozzy, "Last Resort", do Papa Roach, "Down With The Sickness", do Disturbed, e "Boom", do POD, ao lado de pesos pesados do hip hop como DMX, Cypress Hill, Kendrick Lamar, Onyx e Mobb Deep. O Metallica aparece com "Wherever I May Roam", enquanto bandas como The Offspring, IDLES, Drowning Pool e Finger Eleven ajudam a manter a energia lá em cima. Até o brasileiro Barbatuques surge na lista com "Baianá", provando que a curadoria resolveu passear por territórios menos óbvios. A escolha segue um movimento que a EA vem repetindo em outras franquias. Battlefield também tem apostado forte em metal e rock pesado nos últimos anos. Pelo visto, guitarras distorcidas continuam sendo uma ótima companhia para explosões, nocautes e controles arremessados no sofá.

  • De produtor a frontman: Sergio Sampaio lança “Tempestade”

    Divulgação Durante mais de duas décadas, Sergio Sampaio ficou do outro lado do vidro. Produtor musical e técnico de gravação e mixagem, ele acumulou passagens ao lado de nomes como Ricardo Feghali (Roupa Nova), Emerson Pinheiro e Fernanda Brum. Agora, aos 39 anos, Sampaio ocupa o lado oposto: é ele quem canta. O resultado dessa virada é "Tempestade", single lançado recentemente pelo selo Se Vira Music. A faixa se inscreve no metal industrial com overdrive na voz, riffs de guitarra pesados e elementos de nu metal. Entre as referências declaradas estão Skillet e Red, nomes que moldaram sua relação com o rock ao longo dos anos. Quem é fã do gênero pode sentir falta de um vocal gutural ou scream respondendo no refrão, mas a escolha é consciente: Sampaio privilegia a clareza da letra sobre a agressividade vocal, e o resultado sustenta bem essa decisão. Sergio carrega um sobrenome que pode causar um pequeno curto-circuito em quem gosta de MPB. Sim, é Sergio Sampaio, mas o bloco que ele põe na rua é outro: de Bangu e com guitarra de sete cordas. O enredo passa pela depressão que atravessou durante a pandemia. "Você não consegue enxergar a solução para nada, é uma dor intensa que não passa, você se sente sozinho", disse o artista ao apresentar o trabalho. A música usa o alto-mar como metáfora e percorre o arco completo da crise: a submersão no verso inicial, o colapso no coro e, na ponte, a figura que caminha sobre as águas e estende a mão. A faixa se posiciona numa fronteira que o próprio artista faz questão de demarcar: não é, segundo ele, um produto de nicho religioso, mas uma obra com espiritualidade implícita e honesta. "Tempestade" não reescreve o gênero. Mas entrega o que promete: peso sonoro alinhado a uma letra que vem de lugar real. O single está disponível nas plataformas de streaming, com lyric video no YouTube.

  • Underground mineiro ganha novo capítulo em documentário

    Divulgação Quem decretou a morte do rock talvez devesse dar uma volta pelos porões, galpões e casas de show de Minas Gerais. É justamente desse universo que nasce "Lampejo do Underground Mineiro II", novo documentário dirigido por Luis Gustavo Rosa de Moura, músico da Pepous People e entusiasta assumido da cena pesada local. A continuação surgiu depois da boa recepção do primeiro filme. E, pelo visto, ninguém precisou insistir muito. Luis Gustavo conta que a ideia apareceu tanto pelo interesse de quem assistiu quanto pela própria vontade de voltar à estrada com uma câmera na mão. O documentário foi gravado durante o primeiro evento da produtora Lodo e reúne apresentações e entrevistas com bandas como Mães Morrendo, Orbe Cruciger e Old Auldrey's Funeral. Desta vez, o diretor assumiu praticamente tudo sozinho, da captação à edição, passando pela mixagem. Trabalho de guerrilha, como costuma acontecer no underground. No primeiro filme, ele contou com apoio na pós-produção de áudio. Agora, resolveu encarar o processo inteiro de forma independente. Em compensação, acredita que o tempo maior de preparação ajudou a melhorar roteiro, entrevistas, iluminação e qualidade sonora. Mais do que registrar shows, o filme funciona como um retrato de uma cena que segue se movimentando longe dos holofotes. Luis Gustavo rejeita a velha conversa de que o rock acabou e resume a proposta sem rodeios: "o rock tá vivo". Entre doom metal, sludge, heavy metal tradicional e outras vertentes pesadas, o documentário mostra uma comunidade que continua criando, organizando eventos e encontrando novas formas de circular sua arte. O diretor também enxerga um momento positivo para o underground mineiro. Na avaliação dele, o acesso a editais, festivais e mecanismos de incentivo ampliou as possibilidades para bandas independentes tirarem projetos do papel e serem remuneradas por isso. Ao mesmo tempo, observa uma cena cada vez mais consciente sobre relações de trabalho e valorização dos artistas. Se depender de Luis Gustavo, a câmera ainda vai rodar bastante. Enquanto divide o tempo entre fotografia, novos trabalhos musicais e projetos experimentais, ele já pensa no próximo registro da cena. A ideia é lançar "Lampejo do Underground Mineiro III" ainda este ano. Motivo não falta: nas palavras do diretor, tem "muito trem bacana acontecendo, muito rolê, muito som" que merece ficar registrado antes que vire apenas lenda de bastidor.

  • Cazuza ganha releitura de luxo com Ludmilla, Catto e Urias

    Foto: Lyz / Flavio Colker / Montagem g1 Quatro décadas depois de sair do Barão Vermelho e colocar "Exagerado" na rua, Cazuza segue encontrando novos intérpretes para suas canções. Desta vez, o clássico álbum de estreia do artista foi entregue às mãos de uma turma que dificilmente caberia no mesmo camarim, mas que faz todo sentido quando o assunto é personalidade. A terceira temporada da série "Replay", do Canal Bis, escolheu justamente o disco "Cazuza", lançado em 1985, para ganhar uma releitura faixa a faixa. O resultado reúne nomes como Ludmilla, Catto, Urias, Jadsa, Johnny Hooker e Maria Beraldo, além de artistas que vêm movimentando diferentes cantos da música brasileira, como Mateus Fazeno Rock, Getúlio Abelha, Raquel e Thalin. As dez gravações inéditas chegam às plataformas em 9 de junho, mesma data em que os episódios de "Replay – Exagerado" ficam disponíveis no Globoplay. A escolha dos intérpretes parece menos preocupada em reproduzir o passado e mais interessada em colocá-lo em movimento. Ludmilla assume "Exagerado", Catto revisita "Codinome Beija-Flor", Urias fica com "Cúmplice" e Johnny Hooker mergulha em "Balada de um Vagabundo". Quarenta e um anos depois, as músicas continuam circulando por novas vozes, novos sotaques e novas cenas. Algo que, convenhamos, provavelmente agradaria a um artista que nunca teve muita paciência para museus.

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