Yungblud, a voz que bagunçou o rock britânico
- Olivia Lancaster

- há 2 dias
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Dominic Harrison, o Yungblud, passou 2025 fazendo barulho do jeito mais difícil: sendo ele mesmo. Aos 28 anos, o cantor britânico encerrou o ano como o principal nome do rock do país, com dois discos no topo das paradas, três indicações ao Grammy e o respeito de veteranos que não costumam abrir espaço para novatos.
O quarto álbum, Idols, liderou as vendas no Reino Unido em junho. No mesmo período, o Bludfest, festival criado por ele após portas se fecharem em outros eventos, reuniu 30 mil pessoas. Pouco depois, veio a prova de fogo: cantar no show de despedida do Black Sabbath. Diante de uma plateia mais velha e cética, Yungblud conquistou o público ao interpretar Changes, transformando desconfiança em aplauso.
A trajetória nunca foi óbvia. Misturando punk, rap, pop e metal, ele sempre pareceu deslocado demais para a indústria. Sem apoio de rádio ou crítica, apostou nas redes sociais, em shows pequenos e no contato direto com quem o ouvia. Assim nasceu uma base fiel, que cresceu no momento em que o velho sistema do rock perdeu força.
Hoje, Yungblud colhe o que plantou. Gravou com Steven Tyler, recebeu elogios de nomes como Billy Corgan e Kirk Hammett e levou sua música a públicos de várias idades. Sem um hit universal, mas com identidade forte, ele mostra que exposição, honestidade e conexão ainda podem mover o rock.
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