Copeland abre o jogo sobre fama, ego e gafes do rock
- Dante Azevedo

- 27 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Stewart Copeland não mede palavras nem segura histórias. Em entrevista recente ao jornal britânico The Guardian, o baterista do The Police falou sobre bastidores do rock, encontros constrangedores com ídolos, tretas em palcos gigantes e opiniões que nem todo mundo gosta de ouvir.
Uma das histórias mais comentadas envolve Paul McCartney. Copeland contou que, sem saber, acabou pegando um baseado que era destinado ao ex-Beatle. O episódio aconteceu após um show do Foo Fighters, no estádio de Wembley. “Aceitei por educação”, explicou. Só depois percebeu que tinha atravessado o momento sagrado. Foi dormir sem saber se aquilo era pura vergonha ou uma gafe para entrar na história.
O músico também relembrou um dos momentos mais tensos do The Police ao vivo. Durante a turnê de reunião, em Turim, diante de 80 mil pessoas, Copeland acelerou o ritmo no meio de um solo de Andy Summers. Sting perdeu a paciência, gritou com ele no palco e tentou marcar a batida no ar. O clima ficou quente, mas o baterista garante que o caos ajudou. “Foi um dos melhores shows que fizemos”, disse.
A conversa passou ainda por projetos atuais. Em 2025, Copeland lançou Wild Concerto, álbum que traz sons de pássaros e animais como solistas. Questionado sobre qual bicho mais o representa, hesitou entre hienas e lobos. Acabou escolhendo o lobo, mais épico, segundo ele.
Nem todos os ícones saíram ilesos. Copeland afirmou que considera David Bowie superestimado. Reconheceu a importância histórica do artista, mas disse que nunca se identificou com sua música ou estética. “Não funcionou para mim”, resumiu, citando Jimi Hendrix como influência maior.
Entre os elogios, Paul McCartney apareceu novamente, agora como exemplo de gentileza no rock. Para Copeland, o ex-Beatle é alguém que trata todos como gente comum, mesmo sendo quem é.
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