Rage Against The Machine e o caos no SNL
- Dante Azevedo

- 13 de abr.
- 2 min de leitura

No dia 13 de abril de 1996, o Rage Against The Machine entrou no palco do Saturday Night Live e saiu direto para a história. Não exatamente pelo show completo, mas pelo caos que veio junto.
A apresentação aconteceu poucos dias antes do lançamento de “Evil Empire”, segundo álbum da banda, cercado de expectativa. Mas o que era pra ser só mais uma performance virou tensão já nos bastidores. O motivo? Bandeiras americanas de cabeça para baixo penduradas nos amplificadores. A produção do programa não curtiu nada.
O clima esquentou rápido. Segundo relatos, houve confronto entre a equipe da banda e técnicos do programa momentos antes de entrar no ar. Ainda assim, o grupo conseguiu tocar “Bulls On Parade”, única música que foi ao ar naquela noite.
O resto virou confusão. Um episódio envolvendo a família de Steve Forbes, então apresentador e candidato à presidência dos EUA, piorou a situação. De acordo com Tom Morello, “o Serviço Secreto invadiu os corredores” e a banda acabou sendo retirada do estúdio antes de apresentar a segunda música.
Três décadas depois, Morello relembrou o episódio com o tom que a situação pede: meio indignado, meio irônico. “O SNL cortou nossa segunda música e nos expulsou para a calçada”, escreveu o guitarrista nas redes sociais.
No fim das contas, o barulho fora do palco talvez tenha sido tão alto quanto o som dentro dele. Lançado poucos dias depois, em 16 de abril de 1996, “Evil Empire” estreou direto no topo da Billboard e ajudou a consolidar o Rage como uma das bandas mais politizadas e barulhentas da década.
Nem sempre dá pra separar música e atitude. Nesse caso, definitivamente não deu.
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