Brigitte Bardot morre aos 91 anos; ícone do cinema francês marcou época e virou símbolo da libertação feminina
- Olivia Lancaster

- 28 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

A atriz francesa Brigitte Bardot morreu aos 91 anos neste domingo (28), na França. A informação foi confirmada pela Fondation Brigitte-Bardot à Rádio France. Ícone do cinema europeu, cantora e ativista pelos direitos dos animais, Bardot estava afastada da vida pública havia décadas.
Conhecida mundialmente como “BB”, a artista enfrentava problemas de saúde nos últimos anos. Em novembro de 2025, havia sido internada em um hospital de Toulon para uma cirurgia. Em 2023, também passou por internação devido a uma insuficiência respiratória.
Nascida em Paris, em 1934, Bardot iniciou a carreira como modelo antes de estrear no cinema no início dos anos 1950. O reconhecimento internacional veio em 1956, com o filme “E Deus Criou a Mulher”, dirigido por Roger Vadim, então seu marido. A atuação como uma jovem livre e sensual em Saint-Tropez a transformou em símbolo de uma nova feminilidade no pós-guerra.
Durante as décadas de 1950 e 1960, Brigitte Bardot consolidou-se como um dos maiores sex symbols do cinema mundial, estrelando produções como “A Verdade” (1960), “Vida Privada” (1962) e “O Desprezo” (1963), além de filmes em Hollywood. Em 1969, foi escolhida como o rosto oficial do busto de Marianne, símbolo da República Francesa.
No Brasil, seu nome entrou para a cultura popular com a música “Brigitte Bardot”, composta por Miguel Gustavo em 1960 e gravada por Jorge Veiga, sucesso que ajudou a difundir sua imagem como mito pop também fora da Europa.
Bardot abandonou o cinema em 1973, ainda no auge da fama, para se dedicar integralmente à defesa dos animais. Em 1988, fundou a Fondation Brigitte-Bardot, financiada inicialmente com a venda de bens pessoais, incluindo joias, obras de arte e objetos ligados à sua carreira.
Apesar do reconhecimento por sua militância — premiada por organizações como a PETA —, Bardot também se envolveu em diversas polêmicas. Ela foi condenada em diferentes ocasiões por declarações consideradas racistas e por incitação ao ódio, o que afetou sua imagem pública nas últimas décadas.
Mesmo longe das telas desde os anos 1970, Brigitte Bardot permaneceu como uma figura central da cultura do século 20. Sua trajetória ajudou a redefinir a representação da mulher no cinema, ao mesmo tempo em que deixou um legado controverso marcado por ativismo, rupturas e posições radicais.
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