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- Faixa do Slipknot surge em novo curta da Gucci
Foto: Jonathan Weiner A banda Slipknot teve uma de suas faixas incluídas na nova campanha audiovisual da grife italiana Gucci. A música “Slipknot”, lançada no primeiro álbum do grupo em 1999, surge em um curto trecho do filme produzido para a coleção pré-outono da marca. O material foi dirigido por Jonathan Glazer, conhecido por trabalhos como “The Zone of Interest” e “Sexy Beast”, e já está disponível nas plataformas digitais da empresa.
- KORN lança clipe oficial da inédita “Reward The Scars”
Foto: Tim Saccenti A Blizzard Entertainment divulgou o videoclipe de “Reward The Scars”, nova música do KORN, lançada em parceria com “Lord Of Hatred”, a nova expansão de “Diablo IV”. A faixa marca o primeiro trabalho inédito da banda em mais de quatro anos e une a intensidade do grupo ao clima sombrio da franquia, abordando dor, superação e transformação. A canção foi apresentada ao vivo pela primeira vez no festival Sick New World, em Las Vegas, e agora ganha uma versão visual inspirada no universo de “Diablo”, com imagens que reforçam temas como medo, poder e resistência. “Jogo Diablo há anos, então entrar nesse universo criativamente foi algo natural”, afirmou Jonathan Davis, vocalista da banda. Segundo ele, a música surgiu durante sessões do próprio KORN e rapidamente mostrou sintonia com a atmosfera do game. Para Kevin Bjelajac, vice-presidente de marca e marketing criativo da Blizzard, a colaboração aconteceu de forma orgânica. “KORN e Diablo compartilham a mesma visão de enfrentar a escuridão sem recuar”, declarou. Lançado hoje, “Diablo IV: Lord Of Hatred” é a segunda expansão do jogo e encerra a saga “Age Of Hatred”, levando os jogadores ao confronto final contra Mephisto, o Senhor do Ódio. Com mais de 40 milhões de álbuns vendidos e uma trajetória de mais de três décadas, o KORN segue como uma das bandas mais influentes da música pesada. “Reward The Scars” representa o retorno do grupo ao estúdio e antecipa o que pode vir a seguir na carreira da banda.
- Kid Abelha volta aos palcos após 13 anos (sim, é real)
Divulgação Se você piscou, perdeu: o Kid Abelha está de volta. Depois de 13 anos em silêncio, a banda carioca resolveu atender aos pedidos que nunca pararam de ecoar na internet e anunciou uma turnê nacional. Batizada de “Eu tive um sonho”, a volta entra naquele hall cada vez mais movimentado de reuniões oitentistas que aquecem o coração e o bolso. Sem Leoni, é verdade, mas com Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato segurando a bronca, sob direção de Liminha. O roteiro promete cerca de 30 músicas, ou seja, é praticamente impossível sair sem cantar pelo menos três refrões grudados na cabeça. A estreia rola em 12 de junho, no Rio, e segue até outubro, passando por dez cidades. Nostalgia? Com certeza. Mas também é aquele lembrete clássico: algumas bandas sabem exatamente a hora de voltar.
- Rage Against The Machine e o caos no SNL
Gie Knaeps / Getty Images No dia 13 de abril de 1996, o Rage Against The Machine entrou no palco do Saturday Night Live e saiu direto para a história. Não exatamente pelo show completo, mas pelo caos que veio junto. A apresentação aconteceu poucos dias antes do lançamento de “Evil Empire”, segundo álbum da banda, cercado de expectativa. Mas o que era pra ser só mais uma performance virou tensão já nos bastidores. O motivo? Bandeiras americanas de cabeça para baixo penduradas nos amplificadores. A produção do programa não curtiu nada. O clima esquentou rápido. Segundo relatos, houve confronto entre a equipe da banda e técnicos do programa momentos antes de entrar no ar. Ainda assim, o grupo conseguiu tocar “Bulls On Parade”, única música que foi ao ar naquela noite. O resto virou confusão. Um episódio envolvendo a família de Steve Forbes, então apresentador e candidato à presidência dos EUA, piorou a situação. De acordo com Tom Morello, “o Serviço Secreto invadiu os corredores” e a banda acabou sendo retirada do estúdio antes de apresentar a segunda música. Três décadas depois, Morello relembrou o episódio com o tom que a situação pede: meio indignado, meio irônico. “O SNL cortou nossa segunda música e nos expulsou para a calçada”, escreveu o guitarrista nas redes sociais. No fim das contas, o barulho fora do palco talvez tenha sido tão alto quanto o som dentro dele. Lançado poucos dias depois, em 16 de abril de 1996, “Evil Empire” estreou direto no topo da Billboard e ajudou a consolidar o Rage como uma das bandas mais politizadas e barulhentas da década. Nem sempre dá pra separar música e atitude. Nesse caso, definitivamente não deu.
- Kiko Loureiro “entrega” Arch Enemy e brinca com semelhança musical nas redes
Foto: Elsie Roymans/Getty Images Kiko Loureiro resolveu dar aquela cutucada elegante no Arch Enemy e, de quebra, divertiu a internet com uma coincidência sonora nada discreta. Após a estreia de Lauren Hart nos vocais, o Arch Enemy lançou “To the Last Breath” como marco de sua nova fase. A faixa, descrita por Michael Amott como uma reflexão sobre manipulação, chamou atenção de Kiko, que percebeu ecos de “Talking Dreams”, do seu disco Theory of Mind (2024). Sem perder o timing, o brasileiro postou um mashup e ironizou: “Só ajudando a divulgar… de nada”. Nos comentários, Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli entraram na zoeira, elevando o nível da resenha. Quem também entrou no jogo foi o próprio Amott: “Parece que eu deveria prestar mais atenção ao seu trabalho solo!”. Clima leve, egos intactos e um encontro marcado no Bangers Open Air, onde essa história pode ganhar um novo capítulo ao vivo.
- Jimmy Page abre o cofre e revela demo crua de clássico do Led Zeppelin
Foto: Kevin Winter / Getty Images Tem coisa que nem o tempo consegue desgastar. E Jimmy Page resolveu provar isso mexendo direto no passado. O guitarrista do Led Zeppelin liberou a demo caseira original de “Ten Years Gone”, gravada em seu estúdio em Plumpton Place antes de ganhar forma definitiva em Physical Graffiti (1975). Ao compartilhar o material, Page explicou que apresentou essa versão inicial à banda em Headley Grange, onde Robert Plant acrescentou “letras extraordinárias” que transformaram a ideia na música que os fãs conhecem hoje. A gravação funciona quase como um raio-x criativo, revelando camadas e caminhos de uma composição que viraria peça-chave em um dos álbuns duplos mais celebrados do rock. O resgate chega em meio às comemorações contínuas de Physical Graffiti, um disco que segue sendo tratado como ápice da versatilidade do Zeppelin. Ao revisitar suas próprias fitas, Page não só alimenta a nostalgia, como reforça algo simples: grandes clássicos também começam pequenos, às vezes dentro de casa.
- Rush surpreende ao vivo com nova baterista e resgata música “esquecida”
Reprodução/CBC Music O retorno do Rush já começou com uma escolha que ninguém viu vindo. No palco do Juno Awards, Geddy Lee e Alex Lifeson apresentaram ao mundo sua nova formação ao lado da baterista Anika Nilles, e decidiram fugir do óbvio: em vez de um clássico batido, mandaram “Finding My Way”, faixa de abertura do disco de estreia de 1974. A escolha tem peso simbólico, já que a música vem de uma era pré-Neil Peart, homenageando indiretamente as origens da banda enquanto inaugura um novo capítulo. Curiosamente, apesar de ter sido tocada bastante nos primórdios, a canção praticamente sumiu dos shows nas últimas décadas, aparecendo raramente desde os anos 80. A entrada de Anika também carrega história. Conhecida por sua técnica afiada e trajetória que começou no YouTube, ela já dividiu palco com Jeff Beck e agora assume uma missão delicada: ocupar um espaço que, para muitos fãs, parecia intocável. Ainda assim, o clima é de recomeço. Com a turnê “Fifty Something” marcada para começar em junho e datas no Brasil em 2027, o Rush mostra que, mesmo após décadas e perdas irreparáveis, ainda encontra maneiras de se reinventar sem perder o próprio DNA.
- Do nada: Bob Dylan estreia cover de clássico dos anos 50 no meio da turnê
Foto: AP / Chris Pizzello / File Bob Dylan segue fazendo o que faz de melhor: surpreender quando ninguém está esperando. Durante um show em Omaha, o músico apresentou pela primeira vez “Nervous Breakdown”, clássico de Eddie Cochran de 1958. A performance veio acompanhada de mudanças no palco, com violões no lugar de guitarras elétricas e um piano de cauda dando o tom mais intimista. Mesmo com celulares proibidos, o áudio apareceu online. Além disso, Dylan ainda encaixou “I Can Tell”, de Bo Diddley, e resgatou “Man In The Long Black Coat” após 13 anos, como quem lembra que seu repertório é praticamente infinito.
- Prima Rock Festival volta em clima de outono
Divulgação Tem coisa que nunca perde o charme. Um festival de rock com clima nostálgico e ingresso acessível é uma delas. Na sua 6ª edição, o Prima Rock Festival aposta em uma mistura que funciona: bandas revisitando clássicos e aquele repertório que faz o público cantar sem esforço. O lineup passeia por diferentes vertentes, com a Mais Roll Que Rock focando nos anos 80, a DRF trazendo um peso maior entre nacional e internacional e a River Raid desfilando hits de nomes como Queen, Bon Jovi e A-ha. Com ingressos a partir de R$30 e incluindo estacionamento no local, o evento reforça sua proposta direta ao ponto: menos firula, mais música e cerveja gelada. Mais informações e ingressos: primarockfestival.com.br
- Titãs mostram que “Cabeça Dinossauro” ainda morde
Foto: Rubens Cavallari/Folhapress Quarenta anos depois, “Cabeça Dinossauro” não virou peça de museu. Pelo contrário, ainda soa como um soco bem dado. Na abertura da turnê em São Paulo, os Titãs optaram por um caminho direto: nada de convidados, baladas ou papo excessivo. Subiram ao palco e tocaram o disco de 1986 na íntegra, na ordem, como quem revisita um manifesto ainda atual. Entre censura, críticas sociais e tensão urbana, músicas como “Estado Violência” e “Bichos Escrotos” continuam desconfortavelmente pertinentes. No palco, Sérgio Britto, Branco Mello e Tony Bellotto seguram a bronca ao lado de uma banda afiada, provando que resistência talvez seja a palavra mais adequada para definir essa trajetória. Na segunda parte, o repertório abriu espaço para lados B e hits, sem quebrar o clima. Sem firula, sem nostalgia pasteurizada, só som e história. Porque, no fim, algumas obras não envelhecem, só ficam mais barulhentas com o tempo.
- Microtons, máscaras e caos: a banda que fisgou Mike Portnoy
Foto: Reprodução/KEXP Às vezes basta um vídeo no KEXP pra bagunçar tudo. Foi assim que o Angine de Poitrine saiu do nicho direto pro radar de gente grande, deixando até Mike Portnoy “viciado” com sua mistura caótica e nada convencional. Foi mais ou menos assim que o Angine de Poitrine saiu do nicho esquisito para o radar de gente grande. Mike Portnoy, um sujeito nada impressionável quando o assunto é virtuosismo, cravou que ficou “viciado” no som do duo canadense depois de assistir à apresentação. E não parou aí: disse que os caras reacenderam seu interesse por música microtonal, esse território meio alienígena que foge das notas tradicionais. Com ecos de Primus e King Crimson pairando no ar, o projeto rapidamente virou assunto entre músicos, produtores e curiosos que gostam de testar os próprios ouvidos. E talvez seja justamente esse efeito meio “o que diabos estou ouvindo?” que tenha ajudado a dupla a atravessar bolhas tão rápido. Visualmente, a dupla também não facilita: figurinos de bolinhas, máscaras de papel machê e um ar quase surreal. O vídeo no KEXP viralizou, chamou atenção de Rick Beato e Cory Wong e colocou o Angine num lugar raro: estranho o suficiente pra intrigar, acessível o bastante pra crescer.
- Sepultura confirma despedida sem reunião clássica
Foto: Mick Hutson / Redferns via Getty Nem todo final épico vem com reunião completa. No caso do Sepultura, a despedida promete ser histórica, mas sem dois nomes fundamentais. Em entrevista à Metal Hammer, Andreas Kisser revelou que Max e Iggor Cavalera foram convidados, mas optaram por não participar. O guitarrista contou que chegou a falar diretamente com Iggor, enquanto empresários também tentaram intermediar a conversa. “Eles não querem participar, e tudo bem. É uma escolha deles”, resumiu. Mesmo assim, Kisser mantém o tom otimista e fala em celebração, lembrando o clima de superação na época de Roots. A ideia era justamente fechar o ciclo com esse espírito, algo que, pelo visto, ficará no campo do “e se”. Ainda assim, o Sepultura sobe ao palco com força total e alguns convidados para marcar seus mais de 40 anos. Com Derrick Green nos vocais desde 1998, a banda construiu uma fase consistente e respeitada. Sem os Cavalera, o adeus pode não ser completo, mas ainda promete peso, história e um último capítulo à altura.
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