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Titãs mostram que “Cabeça Dinossauro” ainda morde

  • Foto do escritor: Olivia Lancaster
    Olivia Lancaster
  • há 7 horas
  • 1 min de leitura
Sem nostalgia vazia: Titãs mostram que “Cabeça Dinossauro” ainda morde
Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

Quarenta anos depois, “Cabeça Dinossauro” não virou peça de museu. Pelo contrário, ainda soa como um soco bem dado.

 

Na abertura da turnê em São Paulo, os Titãs optaram por um caminho direto: nada de convidados, baladas ou papo excessivo. Subiram ao palco e tocaram o disco de 1986 na íntegra, na ordem, como quem revisita um manifesto ainda atual. Entre censura, críticas sociais e tensão urbana, músicas como “Estado Violência” e “Bichos Escrotos” continuam desconfortavelmente pertinentes. No palco, Sérgio Britto, Branco Mello e Tony Bellotto seguram a bronca ao lado de uma banda afiada, provando que resistência talvez seja a palavra mais adequada para definir essa trajetória.

 

Na segunda parte, o repertório abriu espaço para lados B e hits, sem quebrar o clima. Sem firula, sem nostalgia pasteurizada, só som e história. Porque, no fim, algumas obras não envelhecem, só ficam mais barulhentas com o tempo.

 
 

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