Clarence Carter, voz de “Patches”, morre aos 90 anos
- Heitor Brandão

- 14 de mai.
- 2 min de leitura

O cantor e compositor Clarence Carter, um dos nomes mais conhecidos da soul music americana, morreu aos 90 anos. A informação foi confirmada pela empresa responsável por sua carreira, que informou ao jornal The Guardian que o artista faleceu na quarta-feira após complicações causadas por uma pneumonia.
Cego de nascença, Carter nasceu em Montgomery, no Alabama, em 1936, e construiu uma trajetória marcada por sucessos no soul e no R&B entre as décadas de 1960 e 1970.
O cantor iniciou a carreira ao lado de Calvin Scott na dupla Clarence & Calvin, mais tarde chamada C & C Boys. Após um acidente sofrido por Scott, Carter seguiu carreira solo e ganhou projeção em 1967 com “Tell Daddy”, música que inspirou Etta James a gravar a resposta “Tell Mama”.
No ano seguinte, ele alcançou um de seus maiores sucessos com “Slip Away”, faixa que chegou ao topo das paradas de R&B e se tornou uma de suas músicas mais lembradas. Décadas depois, a canção continuaria presente em trilhas de filmes como Almost Famous e Licorice Pizza.
Ainda em 1968, Carter lançou “Back Door Santa”, música que acabou virando um clássico alternativo de Natal e mais tarde foi sampleada pelo Run-D.M.C. em “Christmas in Hollis”.
A vida pessoal do artista também chamou atenção ao longo dos anos. Carter foi casado com Candi Staton, com quem teve um filho e dividiu momentos importantes da carreira. Foi ele quem apresentou a cantora ao produtor Rick Hall, ajudando no início de sua trajetória solo.
O maior sucesso comercial de Carter veio em 1970 com “Patches”, canção que alcançou o Top 5 nos Estados Unidos e o segundo lugar no Reino Unido. A interpretação intensa da faixa lhe rendeu indicação ao Grammy e consolidou seu nome entre os grandes intérpretes da soul music.
Mesmo após a queda de popularidade do gênero com a ascensão da disco music, Carter permaneceu ativo. Em 1988, voltou a chamar atenção com “Strokin’”, faixa de humor sexual que ganhou status cult nos anos seguintes e chegou a ser usada pelo diretor William Friedkin no filme Killer Joe.
Ao longo da carreira, Clarence Carter lançou dezenas de discos e permaneceu como uma figura respeitada da música soul americana.
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