Resultados de busca
249 resultados encontrados com uma busca vazia
- Dona Jacira, mãe de Emicida e Fióti, morre aos 60 anos em São Paulo
A escritora e ativista cultural Jacira Roque de Oliveira, conhecida como Dona Jacira, morreu nesta segunda-feira (28), aos 60 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada pela família. A causa da morte não foi divulgada. Dona Jacira era mãe dos músicos Emicida e Evandro Fióti, e convivia com lúpus, doença inflamatória autoimune que pode afetar diferentes órgãos e tecidos. No último dia 13 de junho, ela fez uma publicação em seu perfil no Instagram, onde mencionou estar longe de casa e em recuperação, mas sob cuidados familiares. Nascida em 25 de dezembro de 1964, na Zona Norte de São Paulo, Jacira teve quatro filhos: Emicida, Fióti, Katia e Katiane. Avó de seis netos, destacou-se também como escritora e figura atuante na cena literária periférica. Publicou em 2018 a autobiografia “Café”, além de produzir poemas, crônicas e histórias infantis. Dona Jacira ficou conhecida pelo engajamento político, social e artístico, sendo uma das vozes mais marcantes da literatura produzida a partir das periferias urbanas brasileiras.
- Entre o orgulho e a queda: o novo single da Keystone
De alguma forma, a pergunta que atravessa o novo single "Agarrar", da Keystone "Quando tudo desmorona, onde você se agarra?" nos traz à memória "O Silêncio que Precede o Esporro", clássico d'O Rappa. Se lá o colapso era carregado de tensão social, aqui o impacto é interior: o quarteto de Niterói mergulha de cabeça no dilema do orgulho que precede a queda, com direito à participação marcante da menina Rigues - voz doce, mas cheia de pressão. A Keystone vem lapidando seu rock alternativo a cada lançamento. É um fato. E em "Agarrar", a banda marca o início de uma nova fase artística segundo os próprios integrantes: Miguel Amarante (guitarra), Kauê Porto (baixo), Leonardo Andrade (bateria) e Marquinhus (voz/guitarra), que também assina a produção, mixagem e masterização da faixa. Nas plataformas também é possível encontrar o EP "Refração" (2024), onde cada música representa um capítulo da jornada humana. Agora, com "Agarrar", que chega às plataformas pelo selo Se Vira Music, a banda dá sequência à sua saga conceitual, abordando a fé cristã sob uma perspectiva realista, existencial e não panfletária. Se você já se perguntou "em que vou me agarrar quando tudo ruir?", considere-se parte do público-alvo dessa reflexão. Ouça "Agarrar" em: bit.ly/3UAZPgc
- Mike Portnoy reconhece saída egoísta do Dream Theater: “Magoei meus amigos”
Após 13 anos afastado do Dream Theater, o baterista e cofundador Mike Portnoy retorna ao grupo em 2025 com o álbum “Parasomnia” — e, junto com a música, traz também uma nova perspectiva sobre sua saída da banda em 2010. Em entrevista à CBC Radio One (via Metal Hammer), Portnoy fez uma autocrítica pública, reconhecendo que sua decisão foi tomada de forma precipitada e movida por um impulso pessoal. “Tomei uma decisão que foi essencialmente muito egoísta”, afirmou. “Tínhamos acabado de tocar com o Iron Maiden no Madison Square Garden, e cerca de um mês depois, eu saí. Estávamos a todo vapor, mas senti que precisava matar uma vontade, ou teria me arrependido de não ter tentado.” Segundo Portnoy, o primeiro passo para sua volta não foi musical, mas relacional: antes de cogitar retornar ao Dream Theater, ele precisou reconstruir os laços com os colegas James LaBrie (vocal), John Petrucci (guitarra), John Myung (baixo) e Jordan Rudess (teclado). “Eu sabia que os magoei quando saí e sempre me senti mal por isso. Precisava consertar a relação pessoal com os quatro. Esse era o ponto de partida”, explicou. Durante o período longe da banda, Portnoy esteve envolvido em diversos projetos, entre eles Avenged Sevenfold, Twisted Sister e The Winery Dogs. No Dream Theater, foi substituído por Mike Mangini, que permaneceu até o anúncio oficial da volta do fundador, em 2023. A reaproximação com os ex-colegas ocorreu de forma gradual e espontânea, especialmente por meio das famílias: “Nossas esposas tocavam juntas em uma banda. Nossos filhos são amigos. Começamos a passar feriados juntos, e a amizade foi sendo restaurada naturalmente.” Apesar de reconhecer os erros do passado, Portnoy também defende a necessidade de ter seguido seus impulsos naquele momento:“Eu amo a expressão ‘é melhor se arrepender do que você fez do que do que não fez’. Se eu não tivesse seguido meu coração, teria passado a vida me perguntando ‘e se?’. Eu precisava viver aquilo.” Agora, reconciliado com os antigos parceiros e prestes a lançar um novo trabalho com o Dream Theater, Mike Portnoy encerra um longo capítulo de distanciamento e entra em uma nova fase com a banda que ajudou a fundar — com mais maturidade, e menos arrependimentos.
- Sérgio Britto encontra sua “batida perfeita” em novo álbum solo, Mango Dragon Fruit
Após a turnê de reunião dos Titãs, Sérgio Britto retoma sua carreira solo com o lançamento de Mango Dragon Fruit, um disco que mistura bossa nova, pop rock, samba e blues — e que, segundo o próprio artista em entrevista à Noize, talvez seja sua obra mais fiel a uma sonoridade autoral. Com passagens anteriores por essa “bossa'n'roll” — como ele define — em discos como SP55 (2010) e Pure Bossa Nova (2013), Britto consolida no novo trabalho uma síntese de suas influências. “Talvez esse seja o álbum onde eu realmente encontro minha batida”, diz ele, parafraseando Marcelo D2. Gravado com produção de Guilherme Gê, o disco reúne participações especiais de nomes como Bebel Gilberto, Ed Motta, Fernanda Takai e os Brothers of Brazil. “Fiz questão de chamar artistas que, de alguma forma, transitam pela bossa nova, mesmo que partindo de lugares distintos, como o pop ou o soul”, conta. Entre inéditas e regravações, três faixas se destacam por resgatar a história da música brasileira: “Chequerê”, samba centenário de Sinhô; “Eu Sou do Tempo”, parceria rara de Rita Lee e Roberto de Carvalho; e “O Barquinho”, clássico de Bôscoli e Menescal — que inclusive participa da faixa. O nome do álbum, revela Britto, surgiu de forma curiosa: inspirado numa bebida popular entre adolescentes. “Tem esse lado do blend de sabores, do fruto proibido, que acabou combinando com o tema da faixa-título e depois com o disco todo.” Já disponível nas plataformas digitais, Mango Dragon Fruit terá apresentações ao vivo nas próximas semanas. Os shows mesclam o repertório solo com versões mais suaves de clássicos dos Titãs. “A estrada cansa, mas é onde a música realmente vive”, afirma.
- Instrumentos de banda de rock são furtados em BH; prejuízo ultrapassa R$ 12 mil
Integrantes da banda mineira Ursamenor foram vítimas de furto na noite da última sexta-feira (25/7), no bairro Santo Antônio, região Centro-Sul de Belo Horizonte. O crime ocorreu após um ensaio, e o prejuízo estimado é de R$ 12 mil. Foram levadas duas guitarras, um contrabaixo, uma pedaleira e um pedal de efeito. De acordo com Mariana Coura, uma das integrantes do trio, os instrumentos foram guardados no porta-malas do carro após um ensaio no estúdio White Room, na rua Leopoldina, por volta das 21h50. As musicistas então seguiram para um restaurante nas proximidades. Quando retornaram ao veículo, pouco depois da meia-noite, encontraram o vidro traseiro esquerdo quebrado e os equipamentos já haviam sido levados. “O vidro caiu inteiro, não estilhaçou. O criminoso puxou o banco de trás e teve acesso ao porta-malas”, relatou Mariana. Câmeras de segurança do estúdio registraram a ação. Nas imagens é possível ver um homem próximo ao veículo, mas não há detalhes suficientes para sua identificação. As vítimas registraram boletim de ocorrência e seguem tentando obter imagens de outras câmeras da região. Equipamentos furtados: · Guitarra Jazzmaster Squier Classic Vibe '60s – cor Surf Green · Guitarra Les Paul Condor · Contrabaixo Tagima Woodstock TW-66, cor amarela, com trincado no corpo e adesivos · Pedaleira Boss ME-70 · Pedal de efeito Dark Matter A banda pede apoio para localizar os equipamentos e reforça a importância do apoio da cena musical e de possíveis testemunhas. Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro dos instrumentos pode entrar em contato com Mariana Coura pelo telefone (31) 97366-3653.
- Coletivo movimenta a cena underground com noite de punk rock em Campo Grande
No dia 9 de agosto, o Mirante Pub, em Campo Grande, será palco do Ultimate Smackdown, uma celebração da cultura underground promovida pelo coletivo Punkada Alternativa. O evento reúne cinco bandas e promete uma noite intensa de punk rock, rap e atitude, reafirmando a resistência cultural da cidade. Sobem ao palco os grupos Burning Universe, Darhew, Falange da Rima, Miséria e I’m Pistol — nomes que traduzem a força criativa da cena independente e que trazem apresentações únicas para a ocasião. Mais do que um festival, o Ultimate Smackdown é um convite ao diálogo entre tribos, sonoridades e visões de mundo. Inspirado nas raízes do punk e do rap, o evento aposta na originalidade e no espírito "faça você mesmo" (DIY) como motor da produção cultural local. Criado em 2022 por quatro amigos ligados à cena alternativa, o Punkada Alternativa nasceu da vontade de transformar ideias em ação. Desde então, o coletivo tem articulado eventos, encontros e ações que fortalecem a cena independente de Campo Grande — sempre com o lema punk como guia: agir, criar e resistir com o que se tem. Serviço – Ultimate Smackdown Data: 9 de agostoHorário: a partir das 19hLocal: Mirante Pub – Rua Dr. Zerbini, 53, Chácara CachoeiraEntrada no local
- Morre Ozzy Osbourne, lenda do heavy metal e voz do Black Sabbath, aos 76 anos
O mundo da música perdeu nesta terça-feira (22) uma de suas figuras mais revolucionárias. Ozzy Osbourne, vocalista histórico do Black Sabbath e ícone do heavy metal, faleceu aos 76 anos. A causa da morte não foi informada pela família. "É com imensa dor que comunicamos o falecimento de nosso amado Ozzy Osbourne nesta manhã. Ele partiu rodeado pela família e muito amor. Solicitamos que todos respeitem nossa privacidade neste momento de luto", informou a família em nota oficial. Nascido John Michael Osbourne na cidade industrial de Birmingham, Inglaterra, o artista transformou-se no "Príncipe das Trevas" que conquistaria palcos ao redor do mundo. Como vocalista fundador do Black Sabbath, ajudou a forjar as bases do heavy metal entre as décadas de 1970 e 1980, criando um som que influenciaria gerações futuras de músicos. A banda gravou obras seminais como "Paranoid" e "Master of Reality", estabelecendo os alicerces de um gênero que se tornaria global. Clássicos como "Iron Man", "War Pigs" e a própria "Paranoid" permanecem como hinos atemporais do rock pesado. Ozzy não era apenas uma voz poderosa, mas uma presença magnética que cativava multidões com seu carisma irreverente e performances teatrais. Após sua saída do Black Sabbath em 1979, o cantor provou que seu talento transcendia qualquer formação. Sua carreira solo floresceu com sucessos memoráveis como "Crazy Train", "Mr. Crowley" e "No More Tears", consolidando sua posição como uma das vozes mais reconhecíveis do rock mundial. Suas apresentações eram espetáculos únicos, onde combinava humor, energia e uma conexão genuína com o público. A década de 2000 trouxe uma nova dimensão à sua fama com o reality show "The Osbournes". Exibido pela MTV americana entre 2002 e 2005, o programa revelou o lado doméstico e humano da família, alcançando audiências que jamais haviam se interessado por heavy metal. O show demonstrou que por trás da persona sombria havia um homem de família carinhoso e divertido. Os últimos anos trouxeram desafios significativos para o veterano roqueiro. Em 2019, revelou publicamente ter sido diagnosticado com Parkinson, além de enfrentar múltiplas cirurgias e limitações de mobilidade. Mesmo assim, manteve seu espírito combativo característico, declarando em entrevistas que, apesar das adversidades, permanecia grato por ainda estar vivo quando muitos contemporâneos não chegaram tão longe. Em conversa com o g1 durante 2018, o músico refletiu sobre o preço de quase cinco décadas na estrada. "Sinto-me como um hamster na roda", confessou. "Perdi momentos preciosos da infância dos meus filhos por estar sempre viajando. Agora só quero aproveitar mais tempo em casa." Ozzy Osbourne deixa a esposa Sharon Osbourne, reconhecida empresária do entretenimento, e seis filhos: Aimee, Kelly, Jack, Jessica, Louis e Elliot. Mais que uma família, deixa um legado musical que redefiniu os limites do rock e inspirou milhões de fãs pelo mundo inteiro.
- Lollapalooza Brasil 2026 anuncia datas e novo tipo de ingresso exclusivo
A 13ª edição do Lollapalooza Brasil já tem data marcada: o festival retorna ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de março de 2026. Embora o lineup oficial ainda não tenha sido divulgado, a organização confirmou uma novidade: a estreia de uma nova modalidade de ingresso, o LollaLovers. Disponível exclusivamente pela Ticketmaster Brasil, o LollaLovers é um ingresso pessoal e intransferível que dá acesso aos três dias de festival, com uma série de benefícios adicionais. A pré-venda é voltada para clientes pessoa física com cartões de crédito Bradesco, Bradescard, Next e Digio, de todas as bandeiras. Entre as vantagens oferecidas ao LollaLover estão: · Parcelamento em até 12 vezes sem juros · Isenção da taxa de conveniência · 20% de desconto na pré-venda antecipada de bebidas via app oficial · Entrada preferencial no festival · Pôster comemorativo exclusivo Os valores variam de acordo com o tipo de ingresso: · Meia-entrada: R$ 792 · Entrada social: R$ 891,24 · Inteira: R$ 1.584 O LollaLovers será vendido por tempo limitado ou até o fim dos estoques, com limite de um ingresso por CPF. Lineup (até o momento) ainda não foi confirmado.
- Scorpions vai virar filme e promete ser mais épico que "Bohemian Rhapsody"
Hollywood descobriu que existe vida além do Queen e decidiu transformar o Scorpions em cinema. A banda alemã que fez todo mundo chorar com "Wind of Change" — música que virou trilha sonora não oficial da queda do Muro de Berlim — ganhará uma cinebiografia com o mesmo nome da balada mais famosa dos caras. O filme ainda está sendo rodado em Londres, sem data de estreia confirmada, mas com a promessa de contar a história completa: desde a formação nos anos 1960 até aquela turnê histórica na União Soviética em 1988, quando os alemães cruzaram a Cortina de Ferro para tocar em estádios lotados. Na época, isso era quase um ato revolucionário — imaginem uma banda de rock alemã tocando para os russos em plena Guerra Fria. O elenco é daqueles que faz o cinéfilo salivar: Alexander Dreymon, o galã de "O Último Reino", vive Rudolf Schenker, o guitarrista fundador. Ludwig Trepte, de "Geração da Guerra", interpreta Klaus Meine, o vocalista de voz inconfundível. Ed Speleers, que já apareceu em "Você", é Matthias Jabs, o outro guitarrista. A produção também escalou Luke Brandon Field como Herman Rarebell, o baterista, David Kross como Andrej — um amigo preso do outro lado do Muro de Berlim —, e Dominic West, de "The Crown", como Doc McGhee, o empresário que gerenciou a carreira da banda. O primeiro teaser, divulgado nesta segunda-feira, já entrega o tom épico: cenas do início da carreira misturadas com momentos da turnê soviética, enquanto frases como "uma nova geração de alemães" e "paz, amor e rock and roll" aparecem na tela. É puro marketing nostálgico, mas funciona. Dirigido por Alex Ranarivelo, o filme tem a supervisão dos próprios integrantes do Scorpions — o que pode ser bom ou ruim, dependendo do quanto eles topam mostrar os bastidores menos glamorosos da vida rock star. A produção é da ESX Entertainment, e o roteiro promete ser fiel à trajetória real da banda, que conseguiu superar as divisões da Alemanha pós-guerra e conquistar o mundo. O lançamento está previsto para 2025, ano em que o Scorpions completa 60 anos de carreira. Coincidência? Claro que não. É marketing puro, mas pelo menos é marketing com trilha sonora de qualidade.
- Ringo Starr completa 85 anos em plena atividade com turnê nos EUA e novo álbum solo
Ringo Starr, ex-baterista dos Beatles, completa 85 anos nesta segunda-feira (7), mantendo-se como um dos últimos representantes ativos da geração de ouro do rock dos anos 1960 e 1970. Atrás apenas de Bill Wyman, ex-baixista dos Rolling Stones, que tem 88 anos, Ringo segue em plena forma, atualmente em turnê pelos Estados Unidos com sua All-Starr Band. Em janeiro deste ano, ele lançou seu 21º álbum solo, Look Up, uma incursão pelo country em parceria com o produtor T Bone Burnett. A turnê americana teve uma primeira etapa entre os dias 12 e 25 de junho e retorna de 10 a 25 de setembro. A formação atual da All-Starr Band conta com músicos experientes do rock internacional: Colin Hay (Men at Work), Steve Lukather (Toto), Hamish Stuart (Average White Band), Gregg Bissonette (baterista de David Lee Roth), Warren Ham (Kansas, Toto) e Buck Johnson (Aerosmith). Desde sua criação, em 1989, mais de 70 músicos já integraram o projeto em formações rotativas. Com 67 anos de carreira, Ringo começou como baterista da banda Rory Storm and The Hurricanes, em 1958, e entrou para os Beatles em agosto de 1962. Desde então, acumula uma trajetória solo sólida, marcada por sucessos como It Don't Come Easy, lançado em 1971, que lhe rendeu um disco de ouro nos Estados Unidos. Seu primeiro álbum solo, Sentimental Journey, saiu em março de 1970, pouco antes do fim oficial dos Beatles. Famoso pelo bom humor e vitalidade, Ringo atribui sua longevidade no palco a um estilo de vida disciplinado. Ele pratica meditação transcendental, faz exercícios físicos regularmente, segue uma dieta vegetariana há 25 anos e está sóbrio desde 1988, junto com sua esposa, a atriz Barbara Bach, com quem é casado desde 1981. Atualmente, o casal vive em uma mansão avaliada em US$ 14 milhões em Beverly Hills, na Califórnia. Com uma fortuna estimada em US$ 350 milhões, Ringo tem reduzido suas aparições no cinema — participou de 15 filmes ao longo da carreira — e tem se concentrado na música. Ao lado de nomes como Phil Lesh (Grateful Dead) e Bob Dylan, ambos com 84 anos, Ringo Starr segue ativo e disposto. Como ele costuma dizer em português: “Enquanto tiver bambu, tem flecha.”
- Matt Cameron anuncia saída do Pearl Jam após 27 anos como baterista da banda
O baterista Matt Cameron anunciou nesta segunda-feira (7) sua saída do Pearl Jam, encerrando uma trajetória de 27 anos com a banda de Seattle. Cameron, de 62 anos, entrou para o grupo em 1998, pouco depois do fim do Soundgarden, banda com a qual ganhou destaque durante o auge do grunge nos anos 1990. Em comunicado publicado nas redes sociais, o músico agradeceu aos colegas e fãs pelo período ao lado do grupo. “Após 27 anos fantásticos, dei meus últimos passos na bateria do poderoso Pearl Jam”, escreveu. “Muito amor e respeito a Ed, Mike e Stone por me convidarem para a banda em 1998 e por me darem a oportunidade de uma vida, repleta de amizades, talento artístico, desafios e risadas.” Cameron também expressou gratidão à equipe técnica e aos fãs ao redor do mundo, chamando sua passagem pela banda de “uma jornada incrível”. Foto: Danny Clinch O Pearl Jam divulgou um comunicado oficial sobre a saída do baterista, descrevendo Cameron como “um músico e baterista singular e verdadeiramente poderoso”, relembrando sua contribuição desde as primeiras demos da banda nos anos 1990. “Ele impulsionou os últimos 27 anos de shows ao vivo e gravações de estúdio do Pearl Jam. Foi um capítulo profundamente importante para o nosso grupo e desejamos-lhe sempre o melhor”, diz o texto. “Sentiremos muita falta dele e ele será para sempre nosso amigo na arte e na música.” Até o momento, o grupo não anunciou um substituto oficial para Cameron. A banda segue em turnê e prepara o lançamento de um novo álbum.
- O último rugido do príncipe das trevas
O Villa Park, estádio onde geralmente se celebram as vitórias e derrotas do Aston Villa, transformou-se numa espécie de Valhalla do heavy metal numa tarde de julho. Ali, diante de milhares de fiéis devotos vestidos de preto, Ozzy Osbourne subiu ao palco pela última vez – ou pelo menos é o que ele promete, numa carreira pontuada por aposentadorias e retornos épicos. Aos 76 anos, o homem que um dia mordeu a cabeça de um morcego no palco e urinou no Álamo chegou ao seu show de despedida de uma maneira que oscilava entre o majestoso e o melancólico. Sentado num trono digno de um rei medieval – uma necessidade ditada pelos problemas físicos que o acometem –, Osbourne emergiu das entranhas do palco como uma aparição teatral. A plataforma hidráulica que o elevou até o nível dos mortais conferiu um ar solene ao momento, como se Birmingham recebesse não apenas um músico, mas um monarca decadente retornando de um longo exílio. O festival Back to the Beginning, construído como uma homenagem tanto a Osbourne quanto ao Black Sabbath, reuniu um panteão do metal que funcionou como uma espécie de velório antecipado do gênero. Metallica, Guns N' Roses, Tool, Slayer – todos ali para prestar reverência ao patriarca que ajudou a inventar o vocabulário sonoro que os nutriu. O set solo de Osbourne, enxuto como convém a um homem que precisa economizar energia, trouxe cinco canções que funcionaram como uma autobiografia musical comprimida. "I Don't Know" abriu o testamento sonoro, seguida por "Mr. Crowley" – a balada gótica que certa vez fez mães conservadoras se benzeram em todo o mundo. "Suicide Solution", "Mama, I'm Coming Home" e "Crazy Train" completaram o repertório, cada uma delas carregada de uma carga emocional que transcendia a simples nostalgia. Mas foi a reunião do Black Sabbath que conferiu ao evento seu peso histórico. Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, os outros três cavaleiros do apocalipse musical, subiram ao palco para o que prometem ser a última vez. A formação original da banda que, em 1970, num estúdio improvisado em Birmingham, gravou os primeiros acordes do que viria a ser conhecido como heavy metal, fechou assim um ciclo que durou mais de meio século. O caráter beneficente do evento – com os lucros destinados à Cure Parkinson's, Birmingham Children's Hospital e Acorn Children's Hospice – adicionou uma camada de redenção a uma carreira construída sobre transgressões e excessos. O homem que um dia foi excomungado por grupos religiosos agora levanta fundos para hospitais infantis, numa ironia que só a passagem do tempo consegue produzir. Para aqueles que não puderam fazer a peregrinação até Birmingham, o festival ofereceu transmissão online por cerca de 80 reais – um preço módico para testemunhar o fim de uma era. A transmissão, propositalmente atrasada em duas horas, funcionou como uma espécie de delay temporal, como se o próprio tempo precisasse de um momento para processar o que estava acontecendo. Ozzy Osbourne - Ross Halfin O Back to the Beginning foi, em última análise, mais que um festival de música. Foi um ritual de passagem, uma cerimônia de encerramento para uma geração que transformou o barulho em arte e a rebeldia em religião. E no centro de tudo, sentado em seu trono como um rei Lear do rock, Ozzy Osbourne ofereceu ao mundo seu último rugido – um som que ecoará muito depois de o último amplificador ter sido desligado e o último fã ter voltado para casa.
.png)











