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- Liam Gallagher presta homenagem a Ricky Hatton após morte da lenda do boxe
O ex-campeão mundial Ricky Hatton morreu no último domingo (14), aos 46 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada, mas as autoridades confirmaram que não há indícios de crime. Poucos dias antes de seu falecimento, o britânico havia sido filmado em Tenerife, na Espanha, cantando o clássico Wonderwall em um bar, momento que rapidamente viralizou nas redes sociais. Conhecido por sua amizade com os irmãos Gallagher desde os anos 2000, Hatton teve uma relação próxima com o Oasis. Em 2008, Liam e Noel chegaram a acompanhá-lo até o ringue em sua luta contra Paulie Malignaggi, carregando seus cinturões de campeão. Após a confirmação da morte, Liam Gallagher usou as redes sociais para se despedir do amigo: “Absolutamente devastado ao ouvir as notícias sobre Ricky Hatton. Foi uma honra conhecê-lo e carregar seus cintos. Descanse em paz, campeão. Viva para sempre” , escreveu o cantor.
- Toni Cornell, filha de Chris Cornell, lança o single “Campari”
Toni Cornell, de 20 anos, filha do saudoso vocalista do Soundgarden e Audioslave, Chris Cornell, apresentou ao público seu novo single, “Campari”. A faixa aposta em uma atmosfera intimista, com andamento lento e refrão expansivo, misturando nuances de art-pop com letras que remetem ao processo de amadurecimento e autodescoberta de quem vive o início da vida adulta. Segundo a cantora, a proposta é criar um som versátil, que pode embalar tanto um momento de celebração quanto um passeio solitário. O resultado é uma canção que coloca o ouvinte como protagonista de sua própria narrativa. Embora jovem, Toni já acumula uma trajetória que mistura música, poesia e ativismo. Sua primeira composição, “Far Away Places”, escrita aos 12 anos, serviu de base para um curta premiado. Desde então, ganhou atenção pela força de sua voz em covers de nomes como Prince (Nothing Compares 2 U), Beach Boys (God Only Knows) e Pearl Jam (Black). A reinterpretação de Prince, inclusive, foi apresentada em programas de TV norte-americanos e arrecadou mais de 60 mil dólares para o Comitê Internacional de Resgate, instituição da qual Toni se tornou a mais jovem embaixadora. Nos últimos anos, a artista começou a lançar músicas autorais com mais regularidade. Em 2023, apresentou “Sunset Of Your Love” e “Little Bitch”, explorando sonoridades ligadas ao bedroom pop e a sintetizadores modernos, sem perder o tom etéreo de sua voz. Agora, enquanto cursa o segundo ano na NYU, Toni se consolida como um dos nomes promissores de sua geração. A relação com Chris Cornell segue como parte essencial de sua história. Em 2018, Toni divulgou uma gravação de ambos interpretando Nothing Compares 2 U, em homenagem ao pai. Dois anos depois, participou do festival online Music Lives, direto do estúdio do cantor, apresentando uma versão acústica de Hunger Strike, clássico do Temple of the Dog. “Campari” já está disponível nas plataformas digitais.
- Criolo transforma o The Town em vitrine de sons múltiplos
O rapper Criolo mostrou neste sábado (13), no Palco Quebrada do The Town, que seu hip-hop continua sendo um território aberto, onde cabem várias vozes e ritmos. Em uma noite fria, o artista percorreu reggae, afrobeat, rap, pagode, pontos de macumba e até drum’n’bass, sem perder o fio da conversa com a plateia. Vestindo uma jaqueta estampada com a foto da deputada Erika Hilton e a frase “Deixa Arder”, Criolo reafirmou símbolos que marcam sua trajetória. No cenário estavam presentes tanto referências ao Corinthians quanto homenagens a trabalhadores, lembrados por uma faixa em que se lia “e viva os carrega!”. O repertório girou principalmente em torno de seus discos mais celebrados, Nó na Orelha (2011) e Convoque seu Buda (2014). Em músicas como Mariô e Duas de Cinco, as linhas de baixo pulsaram sobre bases eletrônicas assinadas por Daniel Ganjaman. No interlúdio com Canto de Xangô, clássico de Baden Powell e Vinicius de Moraes, Criolo trouxe percussões e texturas orgânicas, mas sem abandonar o espírito do rap, que reapareceu com força em Subirusdoistiozin. Quando entoa Não Existe Amor em SP, um dos grandes hinos recentes da música brasileira, o cantor mantém o arranjo original, prova de que a canção já carrega em si a potência de um clássico contemporâneo. O show também abriu espaço para o samba. Sentado num banquinho, Criolo puxou Menino Mimado e O Carnaval Chegou, valorizando o cavaquinho e o talento dos músicos do Pagode da 17, coletivo do qual parte de sua banda faz parte. Outro destaque foi a participação de Stefanie MC, referência no rap nacional que lançou seu primeiro álbum em 2025 após longa trajetória. A história ecoa a do próprio Criolo, que também esperou muitos anos para conquistar reconhecimento. Fiel ao espírito do hip-hop, o show terminou em coletivo: Criolo cercado de amigos e parceiros no palco, enquanto a multidão aplaudia em coro.
- Hermeto Pascoal, o “bruxo dos sons”, morre aos 89 anos
O mundo da música brasileira se despede de um de seus maiores inventores sonoros. Hermeto Pascoal, compositor, arranjador e multi-instrumentista alagoano, morreu neste sábado (13), aos 89 anos. A notícia foi confirmada por familiares e pela equipe do artista em comunicado nas redes sociais, sem detalhar a causa da morte. Segundo a nota, Pascoal partiu cercado por familiares e amigos de música. “Com serenidade e amor, comunicamos que Hermeto Pascoal fez sua passagem para o plano espiritual. No exato momento da partida, seu grupo estava no palco, como ele gostaria, fazendo som e música”, diz o texto. O músico estava previsto na programação do festival AcessaBH, em Belo Horizonte, mas sua participação havia sido cancelada dias antes. A família pediu respeito e privacidade neste momento e sugeriu uma homenagem à altura de Hermeto: “Quem desejar, deixe soar uma nota — no instrumento, na voz, na chaleira — e ofereça ao universo. É assim que ele gostaria.” Nos últimos anos, o artista vinha enfrentando problemas de saúde, o que o levou a cancelar apresentações, embora sem revelar detalhes de seu estado. Apesar do estilo reservado, haverá uma cerimônia aberta ao público, segundo os familiares, que divulgarão informações em breve. Um criador sem fronteiras Chamado de “bruxo dos sons” pela forma única de transformar objetos e ruídos do cotidiano em música, Hermeto Pascoal construiu uma obra impossível de enquadrar em rótulos. De chaleiras a porcos, de transmissões de rádio a cantos de pássaros, tudo podia virar material para sua criação. Nascido em Lagoa da Canoa, Alagoas, em 1936, começou a tocar sanfona de oito baixos ainda criança, ao lado do irmão. Nos anos 1950, a família mudou-se para Recife, onde Hermeto teve contato com o rádio e outros instrumentos, como o piano. Já em São Paulo, passou a integrar o Quarteto Novo, e em 1967 acompanhou Edu Lobo na canção “Ponteio”, vencedora do 3º Festival de Música Popular Brasileira. Em seguida, excursionou com Geraldo Vandré e foi aos Estados Unidos, onde trabalhou com Miles Davis — parceria que lhe abriu portas internacionais. O primeiro LP, Hermeto, inaugurou uma discografia que inclui álbuns como A Música Livre de Hermeto Pascoal, Slaves Mass, Ao Vivo em Montreux Jazz e Lagoa da Canoa, Município de Arapiraca. Suas gravações misturavam improviso e experimentação, fazendo de cada registro uma aventura sonora. Entre seus discos mais marcantes estão também Festa dos Deuses, Eu e Eles e o recente Pra Você, Ilza (2022), dedicado à esposa, falecida em 2000, após 46 anos de união. Legado Nos últimos anos, além de seguir compondo, lançou sua biografia Quebra Tudo! A Arte Livre de Hermeto Pascoal, onde foi retratado como um mago da música. Em entrevista concedida há pouco mais de um ano, resumiu sua filosofia: “Já nasci música. O que escrevo numa bacia de banheiro é tão importante quanto em qualquer papel, porque a música é sagrada.” Hermeto Pascoal deixa seis filhos — Jorge, Fabio, Flávia, Fátima, Fabiula e Flávio, percussionista que seguiu a trajetória musical do pai — e um legado impossível de medir, não só pela genialidade, mas pela liberdade absoluta com que tratava a música.
- Marca de luxo Chrome Hearts processa Neil Young pelo uso de nome em banda
Neil Young arrumou encrenca com a moda. Achou de batizar sua banda nova de Chrome Hearts, porque soava bonito, porque tinha a ver com uma música antiga dele, porque, sei lá, parecia nome de algo que brilha no escuro. Só que, detalhe: Chrome Hearts já existe desde 1988 — só que como marca de luxo em Los Angeles, cheia de couro caríssimo, óculos de sol de seis dígitos e gente que fala “colab” em vez de “colaboração”. Eles não gostaram. Fizeram o que gente chique faz quando se irrita: processaram. No processo, dizem que os fãs já confundiram tudo, acharam que Neil estava lançando a collab do século. Imagina: camiseta da turnê vendida ao lado de um cinto de mil dólares. A justiça, claro, vai decidir se isso é mesmo confusão de marca ou só vaidade de marca. Mas o fato é que Young continua rodando com sua Chrome Hearts — a dele, a de música. Enquanto isso, ele tem data marcada no Farm Aid ao lado de Willie Nelson e companhia. Pode ser que o show mude de endereço, porque caminhoneiro em greve não monta palco, e o Farm Aid já avisou que não cruza linha de piquete. Os artistas vão com eles. Rural e trabalhista, tudo junto. E como se não bastasse o processo, a turnê e a paternidade tardia, Neil ainda encontra tempo de relançar tudo que já fez. Essa semana saem reedições de quatro álbuns dos anos 90. Porque o homem não para. Nem sendo processado por nome de banda.
- Foo Fighters faz retorno surpresa ao vivo nesta noite em San Luis Obispo
O Foo Fighters anunciou de última hora que voltará aos palcos nesta noite, no Teatro Fremont, em San Luis Obispo. Será o primeiro show da banda em mais de um ano, marcando também a estreia do baterista Ilan Rubin, que assume a vaga deixada por Josh Freese. O grupo havia interrompido sua agenda depois que Dave Grohl revelou publicamente o nascimento de um filho fora do casamento. Mesmo afastado da rotina de turnês, Grohl manteve presença em aparições especiais em 2024. Ele tocou no FireAid, no SNL50: The Homecoming Concert com ex-integrantes do Nirvana, dividiu palco com Gustavo Dudamel no Coachella, participou de shows de Kim Deal em Londres e do Chevy Metal em Agoura Hills, além de apresentar um cover do LCD Soundsystem em um evento beneficente para a Oakwood School. Neste ano em que celebram 30 anos de carreira, os Foos também lançaram duas faixas: um cover de “I Don’t Wanna Hear It” (Minor Threat) e a inédita “Today’s Song”. Apesar das fotos de ensaio publicadas nas redes sociais nos últimos dias, o retorno oficial aos palcos só era esperado para 2 de outubro, no Carnaval Ancol, em Jacarta, Indonésia. A apresentação inesperada na Califórnia pegou todo mundo desprevenido.
- Gorillaz “viaja à Índia”, anuncia álbum e turnê; fãs já piram
Damon Albarn e sua banda virtual, Gorillaz, anunciaram o lançamento do novo álbum, “The Mountain”, previsto para 20 de março de 2026 pelo recém-criado selo KONG, junto com uma turnê pelo Reino Unido e Irlanda. O primeiro single liberado é “The Happy Dictator”, uma parceria com a icônica dupla Sparks. Antes mesmo do álbum sair do forno, os fãs já respiram novas sonoridades. Em quatro shows esgotados na Copper Box Arena, em Londres, que celebraram os 25 anos da banda, o público foi proibido de usar celulares, mas como sempre os detalhes vazaram rápido nas redes sociais. As novas faixas foram descritas como carregadas de influências indianas, com pitadas do Oriente Médio e da música global contemporânea. Murdoc Niccals, Russel Hobbs, 2D e Noodle desembarcaram em Mumbai com a ajuda de quatro passaportes falsos. A ideia era largar o estrelato pop internacional e se imergir nos ritmos místicos da Índia enquanto enfrentam os altos e baixos da vida, pelo menos na ficção do Gorillaz. O álbum é um mosaico de idiomas e culturas, com faixas em árabe, inglês, hindi, espanhol e iorubá. Entre os convidados estão Black Thought, Omar Souleyman, Asha Puthli, Asha Bhosle, Gruff Rhys, Kara Jackson, Yasiin Bey, Paul Simonon, Joe Talbot do IDLES, Johnny Marr, Trueno e Anoushka Shankar. Orquestras, cordas e vozes póstumas de lendas como Dennis Hopper, Bobby Womack e Tony Allen completam o conceito “Voices from Elsewhere”. Jamie Hewlett assina a capa do álbum, ilustrando Murdoc, Noodle, Russel e 2D durante a viagem à Índia. A arte será lançada também como livro e coleção de impressões 12×12. A turnê começa em Manchester, em 21 de março de 2026, e passará por Birmingham, Glasgow, Leeds, Cardiff, Nottingham, Liverpool, Belfast e Dublin, com Trueno abrindo alguns shows. Ingressos e datas completas estão disponíveis no site Gorillaz.com . No fim das contas, Gorillaz prova mais uma vez que seu mundo virtual é mais real do que muita gente gostaria, misturando música, arte, viagem e aquela pitada de caos que só eles sabem entregar.
- Malibu anuncia álbum de estreia Vanities e apresenta novo single “So Sweet & Willing”
A artista francesa de música ambiente Malibu confirmou a chegada de seu primeiro álbum completo. Vanities será lançado em 3 de outubro pelo selo sueco Year0001 e, para marcar o anúncio, ela compartilhou a faixa inédita So Sweet & Willing, sucessora de Spicy City, divulgada no mês passado. Como de costume, Malibu evita os formatos tradicionais de divulgação. Em vez de um comunicado oficial, a produtora publicou um texto poético, quase como um diário íntimo, descrevendo cenas que evocam a passagem do tempo, a delicadeza dos gestos e a melancolia do cotidiano — uma narrativa em que pequenos achados na areia, corredores silenciosos e estradas sinuosas à noite parecem se transformar em metáforas de memória e solidão. O disco chega após uma série de trabalhos que consolidaram sua presença no cenário experimental e etéreo: o miniálbum One Life (2019), o EP Palaces of Pity (2022) e colaborações como a Essential Mixtape com Merely. O repertório de Vanities inclui 13 faixas, entre elas Spicy City, Nu e a já revelada So Sweet & Willing. O álbum promete expandir o universo sonoro onírico e contemplativo que tem caracterizado a obra da artista. Vanities: 01 Nu 02 A World Beyond Lashes 03 So Sweet & Willing 04 Plums (Interlude) 05 L’empire du Vide 06 The Hills (Interlude) 07 Spicy City08 Lactonic Crush 09 What Is It That Breaks 10 Contact11 Jaded 12 Vanities 13 Watching People Die
- Bruce Dickinson surpreende ao cantar Judas Priest em performance espontânea nas ruas de Nova Orleans
O vocalista do Iron Maiden protagonizou uma cena inusitada na semana anterior ao The Town. Enquanto promovia seu álbum solo "The Mandrake Project" pelos Estados Unidos, Bruce Dickinson parou para cantar com um músico de rua em Nova Orleans, interpretando "You've Got Another Thing Comin'", clássico do Judas Priest de 1982. O momento foi registrado pela esposa do cantor, Leana Dolci, e rapidamente repercutiu nas redes sociais após ser compartilhado pela revista Metal Hammer. A performance improvisada aconteceu durante a estadia de Dickinson na cidade da Louisiana, onde havia se apresentado na terça-feira (2), poucos dias antes de embarcar para o Brasil. A escolha musical carrega uma dose de ironia histórica. Dickinson nunca escondeu que não era inicialmente um entusiasta do trabalho do Judas Priest. Sua opinião mudou drasticamente em 1982, quando o Iron Maiden dividiu palcos com a banda de Rob Halford durante a World Vengeance Tour. A convivência de estrada e o impacto de presenciar as canções do álbum "Screaming for Vengeance" ao vivo transformaram sua percepção sobre o grupo. Em entrevista ao programa Trunk Nation Virtual Invasion, anos mais tarde, o britânico admitiu a mudança de perspectiva. Segundo ele, embora conhecesse o trabalho anterior da banda, especialmente "Sad Wings of Destiny", foi apenas durante aquela turnê conjunta que realmente começou a apreciar a qualidade musical do Judas Priest. O próprio "Screaming for Vengeance" se tornou um divisor de águas em sua opinião sobre o grupo. Adrian Smith, guitarrista do Iron Maiden, sempre demonstrou mais apreço pelo Judas Priest do que Dickinson na época. Porém, após ver as performances ao vivo durante a turnê, o vocalista reconheceu o talento e a importância da banda no cenário do heavy metal. A relação entre os dois artistas evoluiu tanto que, em 2000, Dickinson participou do álbum solo "Resurrection" de Rob Halford, emprestando sua voz para a faixa "The One You Love to Hate". A colaboração selou definitivamente o respeito mútuo entre os dois ícones do metal. A performance espontânea em Nova Orleans serviu como uma espécie de aquecimento antes da chegada ao Brasil. No domingo (7), Dickinson se apresentou no festival The Town, no Autódromo de Interlagos, dividindo o palco Skyline com Green Day, Bad Religion e Capital Inicial. O show fez parte da divulgação de "The Mandrake Project", seu mais recente trabalho solo lançado em 2024. O episódio nas ruas de Nova Orleans demonstra não apenas a espontaneidade do artista, mas também como as relações no universo do rock podem evoluir ao longo do tempo. O que começou como indiferença se transformou em admiração e colaboração, provando que a música tem o poder de aproximar até mesmo os mais céticos.
- Crypta apresenta nova integrante para turnê na América do Norte
A Crypta, banda brasileira de death metal, está rodando os Estados Unidos e o Canadá até meados de outubro com a turnê In the Other Side. Para essa etapa, a formação ganhou reforço: Victoria Villarreal assume a segunda guitarra, ao lado de Fernanda Lira (baixo e voz), Luana Dametto (bateria) e Tainá Bergamaschi (guitarra). A vaga estava em aberto desde a saída de Jéssica di Falchi, em março. Victoria estreou no palco com o grupo em Nova York, no último dia 5. Radicada em Los Angeles, ela acumula passagens pelo Bow Befone None e lidera o Syrebris, banda de metal progressivo em parceria com o marido, Manuel Villarreal. Também canta em projetos paralelos, o que amplia seu repertório além da guitarra. A presença dela não significa definição permanente: antes, Helena Nagagata (conhecida pelo trabalho no Sinaya) já havia cumprido turnês na Europa e no Brasil. Nos bastidores, a baixista e vocalista Fernanda Lira deixou claro que a escolha definitiva será feita sem pressa: até lá, diferentes guitarristas poderão dividir o palco com o quarteto.
- Adeus a Rick Davies, o coração do Supertramp, aos 81 anos
Rick Davies, tecladista, vocalista e força criativa por trás do Supertramp, morreu aos 81 anos em sua residência em Long Island, nos Estados Unidos. A notícia foi confirmada nas redes sociais da banda, que o descreveu como “a voz e o pianista por trás das músicas mais icônicas do Supertramp, deixando uma marca indelével na história do rock”. Nascido em Swindon, Inglaterra, em 1944, Davies iniciou a carreira ainda jovem, mas seria em 1969 que sua trajetória ganharia contornos definitivos. Após publicar um anúncio em busca de músicos, encontrou Roger Hodgson, com quem formaria o núcleo criativo do Supertramp. A dupla deu ao rock progressivo alguns de seus capítulos mais memoráveis, especialmente durante a década de 1970. Álbuns como Crime of the Century (1974) e Breakfast in America (1979) não apenas se tornaram clássicos, mas ajudaram a definir a sonoridade de uma geração. Breakfast in America, com vendas de dezenas de milhões de cópias, conquistou dois prêmios Grammy e consolidou o grupo no imaginário popular com sucessos como The Logical Song. Davies se destacou por sua voz grave e pelo piano marcante, sendo autor de faixas como Goodbye Stranger e Bloody Well Right. Após a saída de Hodgson, em 1983, ele manteve o Supertramp ativo, conduzindo diferentes formações da banda e garantindo que a chama nunca se apagasse. Em 2015, um diagnóstico de mieloma múltiplo obrigou-o a cancelar uma turnê europeia e afastar-se definitivamente dos palcos. Desde então, viveu longe da vida pública, mas permaneceu como figura central da memória coletiva do rock progressivo. Ao longo de mais de meio século, Rick Davies foi não apenas o fundador, mas também o guardião do Supertramp — um músico que, mesmo nas pausas e silêncios, deixou uma herança que continua a ressoar.
- Black Pantera no The Town: quando o rock ainda tem dentes (e coração)
Eles não estavam no palco principal, mas quem disse que os holofotes precisam obedecer hierarquia? O Black Pantera entrou no Palco Quebrada como quem chega para lembrar que música também é trincheira — e que não dá para separar guitarra de palavra de ordem. Charles e Chaene Gama não esperaram nem a segunda música para incendiar o ar com frases que, se dependessem de alguns, seriam censuradas. “Fogo nos trumpistas e fogo nos racistas”, cuspiram com a naturalidade de quem já entendeu que o ódio não se enfrenta com silêncio. O público respondeu como torcida organizada de causas urgentes: gritou, vibrou, devolveu ofensas a Bolsonaro, transformou a independência do 7 de setembro em catarse coletiva. Rodrigo “Pancho” não deu trégua na bateria. Charles comandou o mosh, e até um espaço só para mulheres rasgar a roda foi aberto, gesto pequeno no papel, gigante na simbologia. Entre porradas sonoras como Provérbios, Padrão é o Caralho e Fogo Nos Racistas, também houve respiro em Perpétuo, lembrando que lutar é verbo de todos os dias. Chaene, o mesmo que minutos antes queimava símbolos de poder, dedicou um cover de Ozzy Osbourne à mãe, provando que fúria e ternura podem dividir o mesmo corpo sem pedir licença. E no final, o boné: “O Brasil é dos brasileiros”. Declaração óbvia, que no entanto soa como subversão quando a política insiste em tratar o povo como intruso. Ao proclamar o show como “festa da democracia” e levantar apoio à Palestina, o Black Pantera deu o recado que parecia estar entalado na garganta coletiva: não existe neutralidade quando o palco é o mundo. Primeira vez no The Town, mas com a força de um rito. O trio mineiro saiu ovacionado e deixou uma certeza incômoda para quem ainda duvida: sim, ainda existe rock no Brasil. E, com sorte, ele continuará incomodando.
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