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  • Gorillaz lança “The God of Lying” com vocalista do IDLES; álbum chega em março

    Divulgação O Gorillaz lançou nesta quinta-feira (6) o single “The God of Lying”, terceiro do próximo álbum “The Mountain”, previsto para 20 de março. A faixa traz participação de Joe Talbot, vocalista da banda IDLES, que também aparece no visualizador oficial.   A canção foi composta por Damon Albarn e Talbot, com Ajay Prasanna no bansuri e Viraj Acharya na percussão, em uma mistura de dub e clima atmosférico. Pelo alter ego 2D, Albarn comentou: “A dúvida é cansativa, mas questionar as coisas faz bem.”   “The Mountain” reúne uma lista extensa de colaborações: Sparks, Johnny Marr, Anoushka Shankar, Bizarrap, Black Thought, Gruff Rhys, Jalen Ngonda, Kara Jackson, Omar Souleyman, Paul Simonon, Trueno e Yasiin Bey, entre outros.   O álbum também trará vozes de artistas já falecidos, como Bobby Womack, Dave Jolicoeur (De La Soul), Mark E. Smith (The Fall), Tony Allen, o rapper Proof e o ator Dennis Hopper.   A banda inicia turnê de arenas no Reino Unido e Irlanda em 21 de março, em Manchester, antes de seguir por festivais na Europa no verão.

  • Max Cavalera diz que queda nas vendas dificulta sobrevivência de novas bandas: “Você tem que fazer tudo”

    Divulgação/Napalm Records Em entrevista ao site finlandês Chaoszine, Max Cavalera — ex-vocalista do Sepultura e líder do Soulfly — afirmou que a queda nas vendas de música na era do streaming tornou muito mais difícil a sobrevivência de novas bandas.   “É difícil, cara. Quando o Soulfly lançou o primeiro disco, ele foi ouro nos Estados Unidos. Roots e Primitive também venderam milhares de cópias. Isso não acontece mais”, disse. Segundo ele, hoje é preciso fazer muito mais do que gravar: “Você tem que estar nas redes, tem que fazer turnê, tem que vender camiseta. Tem que ser criativo. É difícil.”   Max acredita que a situação é especialmente desafiadora para artistas iniciantes. “Uma banda jovem hoje tem muito mais dificuldade. Esse sistema foi criado e ninguém sabe consertar. E os músicos pagam o preço.” Apesar disso, ele diz continuar acreditando no formato álbum. “Ainda existem fãs apaixonados por vinil e por material físico. Eu acredito no poder de um disco.”   O Soulfly acaba de lançar seu 13º álbum, Chama, pela Nuclear Blast. O trabalho foi coproduzido por Zyon Cavalera, filho de Max, no Platinum Underground Studio, no Arizona. A mixagem e masterização ficaram a cargo de Arthur Rizk, um dos nomes mais influentes da nova geração do metal.   A banda está atualmente em turnê pela Costa Oeste dos EUA com o projeto Go Ahead and Die, em uma agenda de 17 shows que segue até 23 de novembro.   Formação atual do Soulfly em “Chama”: Max Cavalera – vocais e guitarra Igor Amadeus Cavalera – baixo Zyon Cavalera – bateria Mike De Leon – guitarra

  • Morre Lô Borges, aos 73 anos, um dos criadores do Clube da Esquina

    Fundador do movimento que revolucionou a MPB nos anos 70, músico mineiro deixa legado de clássicos como "Trem Azul" e "Um Girassol da Cor do Seu Cabelo" Foto: Flávio Charchar Lô Borges morreu aos 73 anos nesta segunda-feira (3), vítima de intoxicação por medicamentos. A informação foi confirmada pela família do artista.   O mineiro foi um dos pilares do Clube da Esquina, movimento que sacudiu a música brasileira ao misturar rock, samba e jazz com pitadas de psicodelia dos Beatles. Ao lado de Milton Nascimento, Beto Guedes e Toninho Horta, Lô ajudou a criar um som que ainda ecoa gerações depois.   Das esquinas de BH para o Brasil   O tal clube não tinha sede nem CNPJ. Era literalmente uma esquina — a do cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis, em Santa Tereza, Belo Horizonte. Ali, a turma se reunia para fofocar, ouvir disco e compor canções que entrariam para a história.   Em 1972, Lô e Milton lançaram o álbum "Clube da Esquina", que se tornaria um dos discos mais importantes da música brasileira. Do trabalho saíram hits como "Trem Azul", "Um Girassol da Cor do Seu Cabelo" e "Trem de Doido".   Dois anos antes, a dupla já havia emplacado "Para Lennon e McCartney", composta por Lô ao lado do irmão Márcio Borges e Fernando Brant. A música, eternizada na voz de Milton, virou hino.   Disco do tênis e vida hippie   Ainda em 1972, Lô lançou seu primeiro álbum solo, que acabou batizado de "O Disco do Tênis" por causa da capa. Logo depois, deu uma pausa na música e partiu para o estilo de vida hippie. Voltou em 1978 para gravar "Clube da Esquina 2".   No ano seguinte, lançou "A Via Láctea", com faixas como "Vento de Maio" e "Nau Sem Rumo". Seguiu ativo e, entre 2019 e 2025, gravou sete álbuns em parceria com artistas como Nelson Angelo, Zeca Baleiro e o irmão Márcio Borges.   Também assinou "Dois Rios" com Nando Reis e o Skank, provando que sua veia criativa não tinha prazo de validade.   Legado amarelo-girassol   Com mais de 50 anos de carreira, Lô Borges influenciou de Flávio Venturini à banda Terno Rei. Sua marca registrada foi unir emoção e experimentação sem medo de errar — ou de acertar demais.   Fica o legado: uma coleção de clássicos da MPB e uma carreira tão brilhante quanto a cor de um girassol.

  • Dave Grohl, Slash e outros homenageiam AC/DC em documentário especial

    Reprodução/Facebook Dave Grohl, Slash, Amy Taylor e Molly Meldrum estão entre os artistas que prestam homenagem ao AC/DC no documentário especial The World's Greatest Rock Band, do Channel 7. O programa será exibido neste domingo, 2 de novembro, no Seven e na plataforma 7plus.   O documentário explora como o AC/DC, inicialmente um grupo de outsiders, se tornou um ícone do rock mundial. Entre os entrevistados estão Dave Grohl, fundador do Foo Fighters; Slash, guitarrista do Guns N' Roses; Tim Rogers, vocalista do You Am I; Amy Taylor e Declan Mehrtens, do Amyl and the Sniffers; e Andrew Stockdale, vocalista do Wolfmother.   O especial também traz depoimentos de Molly Meldrum, do fã Craig Burgess, do autor Murray Engleheart, do promotor Christo Van Egmond e do apresentador de rádio Brendan “Jonesy” Jones. Com mais de 200 milhões de álbuns vendidos, o AC/DC é considerado uma das maiores bandas de rock, ao lado de Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, Pink Floyd, Queen, U2 e Metallica.   O último álbum da banda, Power Up (2020), atingiu a sexta posição na parada de álbuns da ARIA e quebrou recordes de chart. O AC/DC foi um dos primeiros a ser incluído no Hall da Fama da ARIA, em 1988, e Back in Black foi eleito o melhor álbum australiano de todos os tempos pela Rolling Stone Austrália/Nova Zelândia.

  • Do auge ao algoritmo: como o videoclipe perdeu espaço no pop

    Segundo matéria de Dora Guerra, publicada no G1 nesta segunda (27) Reprodução Durante décadas, o videoclipe foi o altar máximo do pop: o lugar onde artistas misturavam cinema, moda e performance para transformar músicas em acontecimentos culturais. Mas essa era de ouro parece, enfim, ter perdido o brilho — e não é só nostalgia.   Neste mês, a Paramount, dona da MTV, anunciou o fim dos canais dedicados exclusivamente a videoclipes — como MTV Music, MTV 80s e MTV 90s. O foco agora são reality shows. É o retrato de uma mudança profunda: o clipe, antes protagonista, virou coadjuvante na estratégia dos artistas.   “Hoje, não vale mais a pena”, disse Anitta em discurso no Prêmio Multishow 2024. “A gente precisa convencer todo mundo a colocar dinheiro em clipe, porque ninguém assiste.”   E é verdade. Beyoncé lançou dois álbuns recentes sem um videoclipe sequer. Lady Gaga, que fez história com superproduções como Bad Romance e Telephone, hoje grava em uma única locação.   O fim da era do impacto   Nos anos 1980 e 1990, ninguém ousava lançar um hit sem um vídeo à altura. Madonna e Michael Jackson transformaram o videoclipe em arte — e Thriller virou sinônimo de espetáculo. Mas o mundo mudou.   Com o YouTube, o formato ganhou democratização, viralizou e viveu um segundo auge. Só que, no ritmo do TikTok, tudo ficou mais curto, mais rápido e mais barato. O público quer conteúdo imediato, e as redes favorecem vídeos caseiros, não produções milionárias.   “Não existe mais um meio que atinja todo mundo”, resume a reportagem do G1. “Aquela dominância cultural acabou.”   Menos glamour, mais estratégia   Para os profissionais ouvidos pela jornalista Dora Guerra, o clipe não morreu — só perdeu o trono. Hoje, ele é parte de um ecossistema maior: lyric videos, visualizers, making ofs e performances ao vivo tomam conta das timelines.   “É uma redistribuição de investimentos”, explica Felipe Britto, da Ginga Pictures, produtora de Anitta. “O desafio é pensar o clipe como peça de uma narrativa maior.”   Anitta já gastou até R$ 3 milhões em um vídeo, mas prefere apostar em quantidade — e na viralização. Lizzo resumiu bem: “Em 2025, não importa o que você lance. O mundo vai continuar girando.”   Do pop ao funk: a reinvenção é global   O K-pop ainda aposta em clipes grandiosos, e o funk brasileiro continua forte no YouTube — mas até aí, o luxo deu lugar à praticidade. Kondzilla e GR6 mantêm o formato vivo, adaptado à lógica das redes: vídeos verticais, legendas e estética de rua.   Outros gêneros encontraram caminhos híbridos. Gaby Amarantos, por exemplo, lançou Rock Doido – o filme, um clipe contínuo e filmado no celular, com todas as músicas do álbum. Deu certo: mais de um milhão de visualizações e elogios da crítica.   O novo pop é multiplataforma   Hoje, o vídeo é só uma peça no quebra-cabeça. Beyoncé criou impacto ao não lançar nada; Taylor Swift levou o clipe para o cinema; The Weeknd transformou seu disco em filme.   O futuro, segundo Mel Chapaval (Ginga Pictures), é “híbrido”: experiências imersivas, realidade aumentada, vídeos interativos e narrativas em série. Em vez de um clipe isolado, artistas contam histórias em capítulos — música a música.   A verdade é que o videoclipe não morreu. Ele apenas mudou de forma. E, como o pop, segue se reinventando — um frame de cada vez.

  • Junior estreia primeiro álbum ao vivo solo com foco em hits da dupla com Sandy

    Divulgação Junior lançou na quinta-feira (23), às 21h, a primeira parte do primeiro álbum ao vivo da carreira solo. "Solo ao vivo no Rio de Janeiro 1" registra show da turnê promocional do álbum "Solo" (2023/2024) e traz nove músicas em meia hora de duração.   O detalhe curioso: a faixa-foco do volume é justamente uma das duas únicas ausentes do repertório original de "Solo". Trata-se de "Libertar" (2003), parceria de Junior com a irmã Sandy e o pai Xororó, lançada há 22 anos no álbum "Identidade" da dupla Sandy & Junior.   Junior justificou a escolha pela temática da canção. Como "Libertar" fala sobre espécie de renascimento, o paulista a inseriu no roteiro de "Solo" — show que abre novo ciclo na carreira do artista.   A outra música pescada fora do álbum também vem da fase adulta da dupla: "Super-herói (Não é fácil)", versão em português de "Superman", do norte-americano John Ondrasik. A letra em português é de Maurício Gaetani. Sandy & Junior lançaram a faixa em 2002 no álbum "Internacional".   O álbum ao vivo já está disponível nas plataformas digitais de áudio.

  • Stryper anuncia álbum 2026 e disco de Natal

    Reprodução O Stryper está preparando um novo álbum para 2026. Michael Sweet, vocalista, explica que vai seguir o estilo clássico da banda, mas “experimentar alguns sabores diferentes aqui e ali”. A gravação acontece em janeiro e fevereiro, finalizando em março, para lançamento no próximo ano.   Enquanto isso, a banda lança “The Greatest Gift Of All”, álbum de Natal, em 21 de novembro, com 10 faixas — cinco originais e cinco clássicos, incluindo “Reason For The Season” e “Winter Wonderland”. O primeiro single, “Still The Light”, já está disponível.   O guitarrista Oz Fox se afastou da turnê latino-americana após cirurgia no cérebro, sendo substituído temporariamente por Howie Simon. Sweet também passou por tireoidectomia parcial em 2023.   Com mais de 40 anos de carreira, Stryper mantém a fé no centro da música e promete continuar a tradição de clássicos como To Hell With The Devil e No More Hell To Pay.

  • P.O.D. e Demon Hunter agitam o Brasil com turnê em seis cidades

    Reprodução As bandas internacionais P.O.D. e Demon Hunter anunciam turnê pelo Brasil em dezembro, com sete apresentações espalhadas por São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília. A produção é da Estética Torta e En Hakkore, e os ingressos estão à venda pelo Clube do Ingresso .   A turnê começa no dia 5 de dezembro, no Carioca Club, em São Paulo, e segue para o Rio de Janeiro no dia seguinte, com a participação especial da banda Living Sacrifice apenas nesses dois primeiros shows. Em Recife, a apresentação será no Armazém 14, seguida por Curitiba (Tork n’ Roll), Belo Horizonte (Mister Rock) e Brasília (Toinha Brasil Show). A maratona se encerra em São Paulo, no dia 13 de dezembro.   O P.O.D., formado em San Diego em 1992, é referência do nu metal e do rapcore, com hits como Alive, Youth of the Nation e Boom. Já o Demon Hunter, nascido em Seattle nos anos 2000, é destaque no metalcore, com letras que falam de fé, redenção e superação. A banda retorna ao Brasil após 12 anos, trazendo clássicos e músicas recentes, incluindo colaborações com artistas brasileiros como Max Cavalera.   Segundo a produção, a logística da turnê limita a presença de Living Sacrifice em todas as cidades. Mesmo assim, a agenda promete shows intensos, com peso, emoção e interação com fãs de todas as gerações. A união de P.O.D. e Demon Hunter é rara e histórica, reforçando o calendário de grandes eventos de metal no país em dezembro.

  • Supercombo lança clipe de "Testa" gravado em filme 16mm

    Divulgação A banda Supercombo lançou nesta quinta-feira o videoclipe da canção "Testa" em seu canal no YouTube. A produção foi gravada inteiramente em filme 16mm.   A faixa integra o álbum "Caranguejo (parte 1)", trabalho mais recente da banda formada por Leo Ramos (voz e guitarra), Carol Navarro (baixo e voz), Paulo Vaz (teclados) e André Dea (bateria). A música foi produzida pela própria Supercombo em parceria com Victor de Souza, conhecido como Jotta.   A gravação aconteceu nos estúdios Lua Nova, em São Paulo, com Leo Ramos como engenheiro de áudio. A mixagem também ficou sob responsabilidade de Ramos, enquanto a masterização foi realizada por Fernando Delgado. O lançamento é da gravadora Deckdisc.   O videoclipe tem direção de Renato Peres e Luke Martins, com roteiro assinado por Peres e pela banda. A direção de fotografia ficou a cargo de Renato Peres, que também assinou a pós-produção. A edição foi feita por Lucas Motta.   A produção conta com direção de arte de Douglas Sciola e figurino e maquiagem criados por Carol Navarro, baixista da banda. As filmagens aconteceram na Casa De Babette, que também cedeu objetos de cena junto com a Pandora Box.   O processamento do filme foi realizado pelo Cinelab Londres, com coordenação de Andreia Kawakami. A produção é da Esto, com coprodução da Umbrella Production e 8MM.

  • Guns N’ Roses esclarece reação de Axl Rose em show na Argentina

    Guns N' Roses - Divulgação O Guns N’ Roses usou as redes sociais para explicar o episódio em que Axl Rose parecia irritado durante o show da banda em Buenos Aires, no último sábado (18 de outubro). Alguns fãs interpretaram a reação como insatisfação com o novo baterista, Isaac Carpenter, mas a banda negou.   Em publicação no Instagram Stories, o grupo afirmou que o monitor intra-auricular de Rose transmitia apenas a percussão, sem a mixagem completa. Segundo a nota, o problema foi resolvido na terceira música e o restante do show ocorreu normalmente. “O incidente não teve relação com a performance de Isaac, que é um excelente baterista”, destacou a banda.   Durante a apresentação, Rose chegou a jogar o microfone na bateria, sair do palco e chutar o bumbo, ações que provocaram preocupação entre os fãs. O Guns N’ Roses lembrou que episódios de frustração de Axl no palco ocorreram no auge da banda, nos anos 1980 e 1990, mas que desde 2016 os shows da banda têm sido tranquilos.   A turnê latino-americana do grupo segue com show na Cidade do México, marcado para 8 de novembro. Após essa data, a banda não tem shows confirmados, mas Slash afirmou que há “muito material” para um novo álbum, possível sucessor de Chinese Democracy.

  • Como se constrói uma ópera-rock entre Brasil e EUA? Raimundos mostra no Deluxxxe de “XXX”

    Capa do álbum 'XXX (Deluxxxe)', da banda Raimundos — Foto: Divulgação Cinco meses podem parecer pouco tempo, mas para o Raimundos, foram suficientes para revisitar seu próprio disco e adicionar duas músicas inéditas que contam histórias de encontros, distâncias e criatividade que atravessa oceanos.   Em 21 de maio, a banda brasiliense lançou XXX, seu primeiro álbum de inéditas em onze anos. Nesta quarta-feira, 22 de outubro, Digão (voz e guitarra), Caio Cunha (bateria), Jean Moura (baixo e vocal) e Marquim (guitarra e vocal) apresentam a edição Deluxxxe, trazendo o que eles chamam de “pequenos grandes ajustes” que transformam o disco original em algo novo sem perder sua essência.   A estrela do relançamento é “Raicyco”, uma parceria entre Digão, Vitor Mendes Neves e Mike Muir, vocalista do Suicidal Tendencies, banda norte-americana de hardcore punk que influencia o Raimundos desde os primeiros dias. O detalhe que dá charme à história: a música foi composta à distância, sem comunicação direta, mas a sincronia foi tão perfeita que “a letra convergiu mesmo com as partes sendo escritas em países diferentes e sem uma conversa sobre o tema”, relata Digão. Ele define a faixa como “uma ópera-rock em três atos”, que começa com riffs viajantes, passeia pelo estilo clássico do Raimundos e termina em hardcore puro, evidenciando o diálogo musical entre os dois mundos.   A outra faixa inédita, “Eu ando no meu Ka”, nasceu da parceria com Zenilton, colaborador antigo da banda. Misturando guitarras pesadas e batida de forró, a música celebra o brasileiro que segue feliz mesmo com uma vida simples. “O véio Zenilton veio somar naquilo que o Raimundos faz de melhor: música pesada com batida de forró e a temática anti-herói do brasileiro que não perde a felicidade numa vida simples”, explica Digão. Em outras palavras, é a trilha sonora perfeita para quem dirige um carro 1.0 e ainda assim se sente no topo do mundo.   Com XXX Deluxxxe, o Raimundos prova que três décadas de história não diminuíram a capacidade da banda de se reinventar, conectar mundos distintos e traduzir o Brasil em som. Entre riffs, forrocorre e telepatia musical internacional, eles lembram que fazer música é também construir pontes invisíveis que aproximam distâncias, culturas e emoções — e que, no fim, tudo isso só vale se tocar quem está do outro lado.

  • Banda brasileira vai abrir show de despedida do Refused — e não, não é brincadeira dessa vez

    Eu Serei a Hiena confirmada na abertura da turnê "Refused Are Fucking Dead – And This Time They Really Mean It". Spoiler: eles já morreram antes Refused | Crédito: Tim Tronckoe Quando uma banda anuncia sua despedida definitiva pela segunda (ou terceira?) vez, você tende a desconfiar. Mas o Refused jura que agora é pra valer — inclusive colocaram "And This Time They Really Mean It" no nome da turnê, tipo aquela promessa solene de Ano Novo que você faz pra si mesmo. E quem vai receber os suecos em sua estreia brasileira no dia 31 de outubro, no Terra SP, é a paulistana Eu Serei a Hiena.   O convite chega em momento estratégico para a banda nacional, que voltou a ganhar visibilidade na cena independente com seu punk direto, nervoso, com pitadas de post-hardcore. Abrir pro Refused não é pouca coisa — é tipo ganhar um PhD em intensidade sonora em uma noite só.   Porque o Refused não é qualquer banda de punk. Formado nos anos 1990 em Umeå, na Suécia, o grupo praticamente redefiniu o que hardcore punk poderia ser com "The Shape of Punk to Come" (1998) — álbum que jogou jazz, eletrônica, spoken word e estruturas nada convencionais no liquidificador e apertou o botão. Faixas como "New Noise", "Refused Are Fucking Dead" e "The Deadly Rhythm" viraram mais que músicas: viraram manifesto.   E olha, a banda sempre teve essa vibe de "vamos acabar com tudo". Ideologicamente falando, claro. Anticapitalismo, antifascismo, anticonformismo — o Refused nunca foi de meias palavras. O rock, pra eles, sempre foi ferramenta de ruptura e consciência. Daí você entende porque um disco de 1998 ainda soa urgente e atual.   Depois de uma pausa dramática (porque com essa banda tudo é dramático), voltaram em 2012. Em 2015, lançaram "Freedom", que concorreu ao Grammy de Melhor Performance de Hard Rock/Metal. "War Music" (2019), o último álbum de inéditas, foi listado pela Loudwire como um dos 50 melhores daquele ano.   Agora, em 2025, prometem encerrar de vez com uma turnê mundial — incluindo a primeira passagem pela América do Sul. Se é realmente o fim ou só mais um capítulo da saga "Refused estão mortos (mas não muito)", só o tempo dirá.   Os ingressos para o show no Terra SP estão à venda no site da Fastix e fisicamente na Loja 255, na Galeria do Rock (só aceita Pix, porque até a venda de ingresso tem suas convicções).   Vai ser uma sexta 31 de outubro barulhenta, visceral e provavelmente definitiva. Ou não. Com o Refused, nunca se sabe.     SERVIÇO Refused em São Paulo 31 de outubro de 2025 (sexta-feira) 19h (abertura da casa) Terra SP – Av. Salim Antonio Curiati 160, São Paulo Ingressos: https://fastix.com.br/events/refused-em-sao-paulo Venda física: Loja 255, Galeria do Rock (somente Pix)

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