Taylor Swift retorna ao pop em The Life of a Showgirl com letras mais francas e maduras
- Olivia Lancaster

- 4 de out. de 2025
- 2 min de leitura

Depois de dois álbuns marcados pela introspecção folk, Taylor Swift decidiu que era hora de acender novamente as luzes do palco. The Life of a Showgirl, seu 12º disco de estúdio, é um retorno confiante ao pop — e, ao mesmo tempo, um retrato íntimo de uma artista que parece finalmente confortável com quem é.
A cantora volta a colaborar com Max Martin e Shellback, dupla que ajudou a moldar a sonoridade de hits como Blank Space e Shake It Off. O resultado é um álbum com grooves cheios de vitalidade, refrões instantâneos e uma produção que equilibra nostalgia e maturidade.
Aos 35 anos, Swift não canta mais sobre garotos problemáticos nem tenta convencer ninguém de que “está tudo bem”. Em vez disso, fala de amor, desejo e autoconhecimento — com versos inspirados no relacionamento com o jogador Travis Kelce e alfinetadas afiadas a rivais da indústria pop, como na irônica Actually Romantic, apontada como resposta às provocações de Charli XCX.
O disco também traz momentos de autorreflexão sobre fama, consumo e solidão. A imagem da capa — Swift em uma banheira, após o espetáculo — sintetiza o conceito do álbum: o que sobra quando o brilho do palco se apaga.
Nem tudo aqui é perfeito; algumas ideias se repetem e a unidade conceitual é frouxa. Ainda assim, The Life of a Showgirl é o retrato de uma compositora em plena consciência do próprio poder. Pode não ser o álbum que conquista novos fãs, mas é o que confirma a maturidade artística de quem, há muito tempo, não precisa provar mais nada a ninguém.
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