Shirley Manson revela: Garbage anuncia última turnê nos EUA por crise na indústria musical
- Olivia Lancaster

- 21 de set. de 2025
- 2 min de leitura

A vocalista do Garbage, Shirley Manson, afirmou que a atual turnê da banda pelos Estados Unidos deve ser a última de grande porte, citando dificuldades econômicas e o “roubo da indústria fonográfica”. A decisão levanta alerta sobre os impactos da crise na música para artistas independentes e emergentes.
Durante apresentação no The Anthem, em Washington D.C., em 17 de setembro, Manson explicou ao público que o cenário atual tornou inviável a realização de longas turnês. Segundo ela, os custos elevados e a falta de suporte da indústria têm colocado em risco não apenas bandas consolidadas, mas principalmente novos músicos.
“Graças ao roubo da indústria fonográfica, turnês se tornaram muito, muito difíceis”, disse a cantora. “Nossa decisão foi que esta é a última vez que cruzamos a América do Norte em ônibus de turnê.”
A vocalista destacou que a precariedade afeta sobretudo artistas em início de carreira, que viajam em condições inseguras, muitas vezes dormindo em vans ou motéis de baixo custo. Para Manson, a situação é “inaceitável e perigosa” e exige mudança estrutural na indústria.
Apesar do anúncio, a banda reconheceu o privilégio de ter contado com apoio fiel dos fãs ao longo dos anos. “Na indústria nos dizem que somos velhos, que ninguém mais se importa, mas vocês sempre estiveram aqui”, declarou Manson, emocionada.
A turnê “Happy Endings”, iniciada em Orlando, marca a despedida do grupo em muitas cidades americanas. Em post recente no Instagram, o Garbage afirmou: “Faz quase uma década que não tocamos uma turnê tão extensa nos EUA. É improvável que voltemos a muitas dessas cidades.”
Além da turnê, a banda lançou em maio o álbum “Let All That We Imagine Be The Light”, elogiado pela crítica internacional, incluindo uma avaliação de cinco estrelas da NME.
Em entrevistas recentes, Shirley Manson tem reiterado preocupação com as próximas gerações. Para ela, o atual modelo da indústria musical cria espaço apenas para artistas milionários ou veteranos, sufocando novos talentos de classe trabalhadora.
“O que está acontecendo com os jovens músicos é abusivo. Alguém no governo precisa agir, porque isso não está certo”, afirmou.
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