Mais de 350 artistas retiram músicas de Israel em protesto contra ofensiva em Gaza
- Dante Azevedo

- 18 de set. de 2025
- 1 min de leitura

Um movimento global batizado de “No Music for Genocide” vem ganhando força no mundo da música. Mais de 350 artistas e 50 selos independentes decidiram bloquear o acesso às suas obras em serviços de streaming em Israel, em protesto contra a ofensiva militar na Faixa de Gaza e a política de ocupação nos territórios palestinos.
A ação reúne nomes de peso como a artista venezuelana Arca, os canadenses do BadBadNotGood e os britânicos do Massive Attack — estes últimos com show confirmado no Brasil em novembro. Também integram a lista artistas como Japanese Breakfast, Black Country, New Road, King Krule, Rina Sawayama, além de vozes da música eletrônica e do hip-hop como Erika de Casier, Kelela, Saul Williams e Ana Tijoux.
Na carta publicada pelo coletivo, os artistas afirmam que a decisão responde ao “genocídio em Gaza, à limpeza étnica na Cisjordânia e ao apartheid em Israel”, destacando o papel histórico do boicote cultural contra o regime do apartheid na África do Sul como inspiração. O texto também compara a postura das grandes gravadoras, que retiraram catálogos da Rússia após a invasão da Ucrânia, à ausência de medidas semelhantes em relação a Israel.
Embora a lista ainda não conte com músicos brasileiros, o selo Tijolo, que atua entre Nova York e São Paulo, assina o documento. Outras 50 organizações culturais também apoiam a iniciativa, entre elas a rádio londrina NTS, o selo mexicano N.A.A.F.I. e o colombiano TraTraTrax.
O boicote escancara o quanto a cena musical global está se mobilizando politicamente, ecoando vozes de resistência em um momento de crise humanitária.
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