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Billie Eilish e James Cameron dentro do mesmo projeto. Como isso aconteceu?

  • Foto do escritor: Heitor Brandão
    Heitor Brandão
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Henry Hwu/Paramount Pictures
Henry Hwu/Paramount Pictures

Quando a mãe de Billie Eilish lhe contou que James Cameron queria dirigir um filme-concerto estrelado por ela, a primeira reação foi de pura descrença. "Do que você está falando? Ele mesmo te mandou um e-mail? Tipo, James Cameron no Gmail?"

 

A ideia era real. E acabou virando "Billie Eilish — Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D)", já nos cinemas, incluindo salas IMAX.


Henry Hwu/Paramount Pictures
Henry Hwu/Paramount Pictures

Cameron, 71 anos, teve o estalo enquanto acompanhava os shows da turnê de Eilish para o álbum "Hit Me Hard and Soft" (2024), fascinado pela conexão emocional da cantora com o público. O detalhe: ele estava tecnicamente ainda terminando "Avatar: Fogo e Cinzas". "Eu nem avisei o estúdio que tinha saído. Simplesmente dei uma escapadinha", contou o diretor. "Fui e fiz outro filme antes que alguém percebesse."

 

Para o projeto, Cameron instalou 17 câmeras móveis pelo palco que Eilish havia projetado com sua equipe, posicionado no centro da arena. As filmagens aconteceram ao longo de quatro shows em Manchester, em julho de 2025, e registram 29 músicas, além de entrevistas com fãs e momentos dos bastidores, como Eilish sendo levada secretamente ao palco dentro de um case de transporte que passou pela plateia, e se dirigindo aos fãs de uma janela do local com uma placa de papelão escrita à mão: "Eu amo vocês."

 

A colaboração entre dois perfeccionistas assumidos exigiu ajustes. "Nós dois permitimos que outra pessoa compartilhasse o banco do motorista", disse Eilish, de 24 anos. "Começamos a entender o ponto de vista um do outro, o que foi realmente revelador." Cameron foi direto sobre sua intenção desde o começo: não era um documentário de bastidores no estilo clássico. "Gravem o show", resumiu Eilish. "Gravem o show", concordou o diretor.

 

O resultado final captura tanto o espetáculo de iluminação e o cubo de LED da produção quanto os instantes mais íntimos, como Eilish pedindo silêncio ao público para cantar "When the Party's Over" sobrepondo sua própria voz ao vivo. O filme termina com Cameron perguntando a um espectador o que achou do show. A resposta veio em soluços incontroláveis.

 
 

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