“A política é ruim. E está piorando”, diz Lionel Richie em entrevista ao The Guardian
- Olivia Lancaster

- 4 de out. de 2025
- 2 min de leitura

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o cantor Lionel Richie, de 76 anos, falou sobre suas preocupações com os rumos dos Estados Unidos, o impacto do racismo em sua trajetória e o motivo pelo qual ainda prefere acreditar no poder do amor em vez da política.
Conhecido por sucessos como Hello e All Night Long, Richie relembrou sua infância em Tuskegee, no Alabama — cidade marcada pela luta pelos direitos civis — e disse que cresceu cercado por exemplos de superação e orgulho negro. “Em Tuskegee, o fracasso não era uma opção”, afirmou o músico, destacando a influência da família e da educação na formação de sua visão de mundo.

O artista também comentou sobre sua amizade com Michael Jackson, com quem escreveu o clássico We Are the World, descrevendo o rei do pop como “excêntrico e caótico”, mas genial. Richie afirmou ter testemunhado de perto o isolamento e as pressões que Jackson enfrentou desde a infância.
Na conversa, o cantor recordou momentos difíceis da vida pessoal — o divórcio conturbado, problemas vocais e o luto pela morte do pai —, além de refletir sobre o atual cenário político americano. “Estou feliz que meu pai não esteja aqui para ver o que está acontecendo. Estamos vendo o retrocesso e até o apagamento da história”, disse.
Apesar da crítica contundente, Richie descartou qualquer envolvimento político direto. “A política é feia, é desagradável, e ficou ainda pior agora. Eu encontrei um caminho que funciona para mim”, declarou. Para ele, a música continua sendo o meio mais poderoso de unir pessoas. “Prefiro dizer ‘eu te amo’ a gritar ‘vamos lutar a revolução’.”
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