Metallica doa US$ 100 mil para vítimas na Venezuela
- Olivia Lancaster

- 2 de jul.
- 2 min de leitura

O Metallica voltou a usar sua fundação para ajudar vítimas de uma tragédia humanitária. Desta vez, a banda anunciou a doação de US$ 100 mil para apoiar os trabalhos de emergência na Venezuela, atingida por dois fortes terremotos no último dia 24 de junho.
O valor será repassado pela All Within My Hands, braço filantrópico do grupo, à organização Direct Relief, parceira de longa data responsável por coordenar o envio de ajuda médica e recursos para as áreas afetadas.
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, aconteceram com menos de um minuto de diferença e desencadearam uma sequência de mais de 600 réplicas. As operações de resgate seguem em andamento em meio às dificuldades de acesso às regiões atingidas.
Os números impressionam. Mais de 2 mil pessoas morreram, cerca de 68 mil foram dadas como desaparecidas nos dias seguintes ao desastre e estimativas das Nações Unidas apontam que até 6,8 milhões de venezuelanos sofreram algum tipo de impacto, seja pela perda da moradia, pela falta de água, energia elétrica ou acesso a serviços básicos.
Em coordenação com equipes locais, a Direct Relief financia operações de busca e resgate, além de preparar o envio de medicamentos, kits de primeiros socorros, produtos de higiene e tratamentos para pacientes que ficaram sem atendimento médico por causa da tragédia. Parte dos recursos também apoia a atuação da equipe espanhola Bomberos Unidos Sin Fronteras, especializada em resgates em áreas de desastre.
Criada em 2017 pelos integrantes e pela equipe do Metallica, a All Within My Hands atua em projetos ligados à educação profissional, combate à fome e auxílio em situações de emergência. Um detalhe pouco conhecido: a própria banda cobre os custos administrativos da fundação, permitindo que 100% das doações sejam destinadas diretamente às organizações beneficiadas.
Desde sua criação, a entidade já destinou mais de US$ 34 milhões para iniciativas sociais e ações de resposta a desastres ao redor do mundo. Desta vez, o foco está na Venezuela, onde a reconstrução deve levar anos.
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