Mais de 350 artistas retiram músicas de Israel em protesto contra ofensiva em Gaza


Um movimento global batizado de “No Music for Genocide” vem ganhando força no mundo da música. Mais de 350 artistas e 50 selos independentes decidiram bloquear o acesso às suas obras em serviços de streaming em Israel, em protesto contra a ofensiva militar na Faixa de Gaza e a política de ocupação nos territórios palestinos.
A ação reúne nomes de peso como a artista venezuelana Arca, os canadenses do BadBadNotGood e os britânicos do Massive Attack — estes últimos com show confirmado no Brasil em novembro. Também integram a lista artistas como Japanese Breakfast, Black Country, New Road, King Krule, Rina Sawayama, além de vozes da música eletrônica e do hip-hop como Erika de Casier, Kelela, Saul Williams e Ana Tijoux.
Na carta publicada pelo coletivo, os artistas afirmam que a decisão responde ao “genocídio em Gaza, à limpeza étnica na Cisjordânia e ao apartheid em Israel”, destacando o papel histórico do boicote cultural contra o regime do apartheid na África do Sul como inspiração. O texto também compara a postura das grandes gravadoras, que retiraram catálogos da Rússia após a invasão da Ucrânia, à ausência de medidas semelhantes em relação a Israel.
Embora a lista ainda não conte com músicos brasileiros, o selo Tijolo, que atua entre Nova York e São Paulo, assina o documento. Outras 50 organizações culturais também apoiam a iniciativa, entre elas a rádio londrina NTS, o selo mexicano N.A.A.F.I. e o colombiano TraTraTrax.
O boicote escancara o quanto a cena musical global está se mobilizando politicamente, ecoando vozes de resistência em um momento de crise humanitária.
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