Lorde lança disco, mostra a alma e quase tudo mais
- Olivia Lancaster

- 27 de jun. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 1 de jul. de 2025

Lorde voltou. Mas não só com disco novo - voltou rasgando o peito (e a calcinha, literalmente). Virgin, lançado nesta sexta, é um álbum que sangra. Tem raio-x de pélvis na capa, DIU à mostra, relatos sobre transtornos alimentares, identidade, trauma e a mãe. Nas entrelinhas, ela basicamente abre as pernas e o coração, sem pedir desculpa.

São 11 faixas em clima de sintetizador pesado e verdades íntimas. Samples de Dexta Daps e até de “Suga Suga” ajudam a temperar esse pop cru e pulsante. Nos bastidores, nomes como Jim-E Stack, Daniel Nigro e Justin Vernon jogam gasolina na fogueira emocional.
No Glastonbury, ela estreou o álbum ao vivo, faixa por faixa, com o sol nem nascido e a plateia quase desmaiando. “Este disco me custou muito”, confessou, suada, iluminada, exausta. Aplausos. Gente chorando. Portões fechados por superlotação. Era só ela ali, livre e pelada de todas as formas.
Virgin não é só mais um disco. É um grito disfarçado de música pop. Uma confissão dançando em cima da própria ferida. E quem esperava a menina do Royals, talvez se assuste: ela cresceu. E virou um furacão de carne, beat e coragem.
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